Estima-se que um laboratório rejeitará cerca de 5,5% de todas as amostras. Destas, cerca de 20,1% são devido a problemas de HIL

Uma das maiores dificuldades dentro do laboratório de coagulação é lidar com problemas pré-analíticos. Existem diversas variáveis que podem impactar na qualidade de uma amostra, desde a coleta até o armazenamento adequado do plasma já centrifugado e alíquota.

Dentre essas interferências, temos também a coloração da amostra. Muito se fala sobre as interferências HIL – Hemólise, Icterícia e Lipemia

– Hemólise: amostra com coloração avermelhada devido a ruptura de células, que pode ser in vivo ou devido à coleta e transporte não adequados (neste caso é aconselhável descarte e nova coleta)

– Icterícia: coloração amarelada devido à presença de bilirrubina

– Lipemia: aspecto leitoso devido à presença de gordura/triglicerídeos

Estima-se que um laboratório rejeitará cerca de 5,5% de todas as amostras. Destas, cerca de 20,1% são devido a problemas de HIL. Porém, nova coleta destas amostras nem sempre é eficaz. Por se tratar de interferência in vivo (exceto hemólise em caso pré-analítico), nem sempre uma nova coleta será o ideal, pois trará desconforto ao paciente além de aumento no custo para o laboratório que pode ter um grande impacto (equipe e material de coleta, cubetas, reagentes, equipe do laboratório etc.).

Como solução, diversos artigos e diretrizes, incluindo o CLSI H21-A51, orientam como opção que essas amostras sejam testadas utilizando a metodologia mecânica.

A Stago possui em todos os equipamentos, do semiautomatizado até o de grande porte, a metodologia mecânica patenteada VBDS (Sistema de Detecção Baseado na Viscosidade).

Ela permite que todos os testes coagulométricos sejam realizados sem que haja interferência da coloração da amostra, exatamente por não ter leitura óptica. Isso se aplica para os testes de rotina, fatores, trombofilia (incluindo Anticoagulante Lúpico), entre outros.

Além disso, para os equipamentos automatizados, as cubetas são utilizadas de forma individuais (com bilha já inclusa, não é necessária inserção manual), sem desperdícios durante a rotina, e é possível priorizar uma amostra de urgência, obtendo resultados confiáveis, sem flag para avaliação devido a essas interferências, e em menos de 7 minutos.

Não deixem de conferir o episódio do Ask Stago no YouTube (com legendas em português): “#9 How to manage HIL samples in the coagulation laboratory?”, entre outros episódios através deste link.

Tags:

interferências HIL, laboratório de coagulação, Stago, VBDS - Sistema de detecção baseado na viscosidade

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