Toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. A toxoplasmose é uma zoonose de ampla distribuição geográfica, afetando cerca de um terço da população mundial. Em até 90% dos casos, não manifesta sintomas e a pessoa pode nem tomar conhecimento de estar infectada. No entanto, uma vez contaminado, o parasita permanece no organismo em estado de latência podendo ser reativado nos casos de imunossupressão ou transmitidos ao bebê durante a gestação.

Embora não seja transmitido de uma pessoa para outra, a doença é adquirida por via oral, isto é, pela ingestão dos cistos ou oocistos do parasita. Qualquer um pode ser infectado, desde que não tome alguns cuidados elementares com a prevenção: não ingerir carne crua ou mal cozida, lavar muito bem os vegetais, tomar água mineral ou filtrada, lavar sempre as mãos, lavar muito bem os utensílios de cozinha, evitar contato direto com as fezes de gatos ou de outros felinos e uma atenção muito especial às grávidas: nunca descuidar do acompanhamento pré-natal, durante a gravidez e o parto.

Os riscos da toxoplasmose na gravidez

A toxoplasmose congênita é uma forma potencialmente grave da doença, resultado da transmissão do parasita da mãe para o feto através da placenta durante a gravidez. Para que ocorra a transmissão, a mãe precisa adquirir a infecção durante a gestação, acometendo 40% dos recém-natos nesses casos. No primeiro trimestre, o risco de transmissão é menor, porém a probabilidade de aborto é maior e os danos ao organismo da criança são mais graves. À medida que a gravidez evolui, o risco de transmissão materno-fetal aumenta, mas as lesões na criança costumam ser menos agressivas.

Primeiro trimestre de gravidez. Neste período a probabilidade de transmissão para o embrião acontece em até 20% dos casos. As consequências para o bebê podem ser encefalite (inflamação na parte do sistema nervoso central que compreende cérebro, cerebelo e medula alongada) e nascer com sequelas, como apresentar lesões oculares na retina que acarretam importantes prejuízos da visão. Neste período ocorrem abortos espontâneos, pois os danos ao feto são muito grandes.

Segundo trimestre de gravidez. Neste período, a probabilidade de transmissão para o embrião é maior e acontece em 1/3 das gestações. O feto não é tão afetado, mas, mesmo assim, o bebê pode apresentar problemas como pequeno retardo mental e problemas oculares.

Terceiro trimestre de gravidez. Neste período, a probabilidade de transmissão para o feto é muito comum, porém a doença mostra-se menos agressiva.

A maioria dos recém-nascidos infectados durante a gestação é assintomática.  Sem diagnóstico e tratamento adequado, muitos desenvolverão sequelas graves da infecção que pode causar complicações cerebrais, neurológicas, visuais, auditivas, renais, hepáticas e retardo mental.

Os riscos da toxoplasmose nos imunocomprometidos

Pacientes com HIV/Aids e pacientes transplantados são os principais exemplos de pessoas imunocomprometidas. Isso quer dizer que estão com o sistema imunológico (defesa do organismo) comprometidos, ou pela doença, no caso da Aids ou pelo uso de medicamentos imunossupressores, caso dos transplantados para que não ocorra rejeição do órgão.

A toxoplasmose é perigosa para esses pacientes por ser considerada uma infecção oportunista. Com a defesa debilitada, ocorre a reativação da doença no sistema nervoso, causando a neurotoxoplasmose. As principais consequências são febre, confusão, cefaleia, vômitos, perda de força, convulsão, perda da sensibilidade, evoluindo de maneira rápida podendo levar a pessoa ao coma. Em algumas situações, podem ocorrer focos de necrose do cérebro. A neurotoxoplasmose pode deixar sequelas motoras e visuais, mas quando tratadas possibilitam uma melhor qualidade de vida.

A soroprevalência para Toxoplasma gondii nos casos de Aids é 84%

Pacientes com Aids necessitam tomar continuamente os medicamentos tanto para o tratamento da Aids como para a neurotoxoplasmose. Uma vez que a pessoa pare com um desses medicamentos ela pode ter recaída das doenças.

Diagnóstico Molecular para Toxoplasmose

Apesar das pessoas desenvolverem imunidade da toxoplasmose, o diagnóstico é altamente relevante para os pacientes do grupo de risco – gestantes, recém-nascidos e imunocomprometidos, pois as consequências são muito graves.

A principal vantagem do diagnóstico molecular por PCR (Polymerase Chain Reaction – Reação em cadeia da Polimerase), além da alta especificidade e sensibilidade e rapidez na obtenção dos resultados, é a detecção do patógeno em amostras onde geralmente não são percebidos com facilidade, aumentando as chances de um diagnóstico preciso.

Principais vantagens para o diagnóstico de Toxoplasmose:

– Infecções fetais podem ser diagnosticadas cedo através da análise de líquido amniótico

– Diagnóstico rápido e sensível, principalmente se comparado a outras metodologias

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diagnóstico molecular por PCR, Toxoplasmose

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