A tecnologia básica da solução molecular é o PCR, e a Roche foi a companhia que primeiramente investiu nessa ciência, tendo sido a detentora da patente durante muitos anos, e pioneira da sua implementação no mercado mundial

Quando o assunto é análises clínicas, as soluções moleculares se apresentam logo como uma das principais revoluções do século no rastreio de doenças. O que nem sempre todo mundo sabe é que a transformação, que teve início há cerca de 30 anos, somente foi possível após a Roche comprar os direitos de PCR e investir massivamente no aperfeiçoamento da ciência para chegar ao que se conhece hoje.

A aquisição foi em 1991, e com ela a criação da Roche Molecular Solutions, braço da empresa que não apenas refinou a técnica, mas permanece líder da tecnologia no mercado global. A empresa é uma das principais referências do setor em pesquisas focadas na ampliação da segurança no rastreio de doenças e na democratização no acesso às novas tecnologias.

“A tecnologia básica da solução molecular é o PCR, e a Roche foi a companhia que primeiramente investiu nessa ciência, tendo sido a detentora da patente durante muitos anos, e pioneira da sua implementação no mercado mundial”, destaca a gerente de Produto de Soluções Moleculares da Roche, Andrea Bredariol.

Debaixo do guarda-chuva da biologia molecular, há soluções tanto para a realização de diagnóstico in vitro, com a utilização de testes comerciais, quanto soluções para os laboratórios que desenvolvem suas próprias análises de diagnóstico (soluções LDT ou in house). A gerente detalha que os testes LDT ou in house são utilizados para a testagem quando o mercado não dispõe de uma solução aprovada para comercialização. “Quando não há o kit pronto, muitas vezes o laboratório desenvolve seu próprio produto como foi no caso das doenças emergentes, zika e chikungunya”, descreve.

Os três pilares da Roche Molecular Solutions

A partir de 2016, a Roche integrou sua linha de soluções moleculares (RMS) em uma unidade de negócio, que incorporou o setor de tecidos, biologia molecular e sequenciamento. A união dos três pilares permite o acompanhamento completo do paciente, oferecendo soluções que vão desde a triagem ao diagnóstico, passando pelo monitoramento e, em alguns casos, integrando com soluções farmacológicas. “É o que chamamos de companion diagnostics”, completa Andrea.

Ao destrinchar os três pilares, a gerente de Produto destaca que a biologia molecular contempla outros testes na anatomia patológica, os testes de virologia, microbiologia, HPV, oncologia e banco de sangue.

Já o pilar de tecidos complementa o portfólio com outros testes de oncologia e triagem de HPV, funcionando como uma linha de produtos para diagnóstico e monitoramento do paciente. O sequenciamento, por sua vez, personaliza o diagnóstico do paciente, pois avalia a sequência genética do indivíduo a fim de avaliar possíveis alterações responsáveis pelo desenvolvimento da doença.

“Também estamos começando a trabalhar com os painéis oncológicos em sequenciamento, que personalizam ainda mais o diagnóstico do câncer e monitoramento do paciente”, destaca.

O companion diagnostics é destacado por Andrea como uma das soluções de maior relevância, uma vez que a combinação entre os testes moleculares aliado ao tratamento correto são responsáveis por garantir benefícios significativos aos pacientes, chamado de medicina personalizada. Esse nível de inovação incorporada no setor é seguido pelo protagonismo na automação completa dentro da linha de biologia molecular ofertada pelos sistemas cobas® 6800 e cobas® 8800.

A implantação dessas tecnologias inovadoras representa significativos ganhos tanto para os pacientes quanto para os laboratórios. Para o primeiro grupo, destaca-se a ampliação da segurança e agilidade nas testagens, além da redução de custos, uma vez que mais exames são realizados em um espaço menor e intervalo de tempo reduzido. “A automatização dos processos de biologia molecular elimina as possibilidades de erro humano garantindo que todos os testes sejam realizados da mesma forma e com total rastreabilidade de todas as etapas”.

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biologia molecular, PCR, Roche

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