Tendência mundial, o teste de HPV para rastreio do câncer de colo do útero tem ganhado espaço no sistema público de saúde do Brasil em substituição ao papanicolaou. A Roche Diagnóstica está ajudando nessa transformação para garantir mais segurança para a saúde das mulheres

A realidade do câncer de colo do útero no Brasil ainda preocupa. Causado pelo papilomavírus humano (HPV), o câncer de colo do útero é o terceiro mais comum na população feminina, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). São esperados 16.370 casos novos para cada ano do biênio 2018-2019, com risco estimado de 15,43 casos a cada 100 mil mulheres no País.

O exame preventivo para as mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS) é o papanicolaou, recomendado pelo Ministério da Saúde como a principal estratégia para rastrear lesões precursoras em mulheres de 25 a 64 anos, feito a cada três anos após dois exames anuais consecutivos normais.

Porém, nos últimos anos, países começaram um movimento para substituir o papanicolaou pelo teste de HPV. O teste já está sendo utilizado em programas de rastreio do câncer de colo do útero nos Estados Unidos, Canadá, Colômbia, República Dominicana, Argentina, Itália e México como complemento à triagem de citologia ou como teste primário.

“Alguns desses países começaram essa transição no sentido de as mulheres abaixo de 30 anos fazerem o papanicolaou e de 30 anos ou mais fazerem o teste de HPV. Os dois testes irão conviver por um período, mas a tendência mundial será a adoção do teste de HPV como forma única de rastreio”, aposta o ginecologista e pesquisador Dr. Júlio César Teixeira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O teste de HPV é significativamente mais sensível do que o papanicolaou porque identifica e “denuncia” a presença do DNA dos principais tipos de vírus do HPV no colo do útero. Isso é importante no rastreio primário porque alguns tipos, como o 16 e 18, estão relacionados ao desenvolvimento do câncer cervical, como também é chamado o câncer de colo do útero: quase uma em sete mulheres com papanicolaou negativo, mas positivas para o HPV genótipo 16, pode ter doença cervical de alto grau, e um terço dos cânceres de colo do útero ocorre em mulheres com o teste de papanicolaou negativo.

Identificar o vírus antes que ele comece a causar lesões no órgão auxilia na identificação de mulheres com maior risco de desenvolver a doença. Além disso, em caso de resultado negativo, o teste de HPV só precisa ser realizado novamente após cinco anos, outra vantagem em relação ao papanicolaou, em que as duas primeiras avaliações devem ser realizadas com intervalo de um ano e, em casos negativos, devem ser feitas a cada três anos.

Roche Diagnóstica: hora de mudar

No Brasil, o padrão predominante de rastreamento é chamado de oportunístico: as mulheres fazem o teste de papanicolaou quando procuram os serviços de saúde por outras razões. Como consequência disso, 20% a 25% dos exames têm sido realizados por mulheres fora do grupo etário recomendado – 25 a 64 anos – e aproximadamente metade com intervalo de um ano ou menos, quando o indicado são três anos. Assim, existe um contingente de mulheres “super-rastreadas” e outro contingente sem qualquer exame de rastreamento.

Para mudar essa realidade e mostrar a importância do teste de HPV à saúde das mulheres brasileiras, a Roche Diagnóstica é apoiadora do Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo do Útero, iniciado em outubro de 2017 em Indaiatuba, interior de São Paulo. Inédito no País, o projeto foi criado por pesquisadores da Unicamp em parceria com a prefeitura da cidade, com o objetivo de fazer o rastreio primário para câncer de colo do útero na rede municipal de saúde para mulheres com idade entre 25 e 64 anos unicamente por meio do teste de HPV. O município inclusive alterou a lei de rastreio de citologia convencional por HPV para o teste por PCR.

O Programa, que terá duração de cinco anos, já rastreou até o momento aproximadamente cinco mil mulheres e a expectativa é de que sejam realizados 30 mil testes na cidade com a nova metodologia, aumentando de 30% para 80% a cobertura das mulheres na cidade durante esses cinco anos. “Fizemos várias palestras e conversamos com médicos das redes privada e pública. A cidade está bem engajada e não tivemos resistência. O fluxograma de atendimento e condução do Programa é atual e moderno. O que se prevê em nível mundial é que a citologia primária nas próximas décadas deve cair e o substituto será o teste de HPV”, afirma um dos coordenadores do Programa, Dr. Júlio César Teixeira.

Leia o artigo na íntegra na última edição da revista Roche News:

 

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câncer de colo do útero, papilomavírus humano (HPV), rastreio, Roche Diagnóstica

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