Historicamente, a identificação fúngica tem sido mais desafiadora do que a bacteriana devido à sua parede celular, morfologia e características de crescimento complexas

A contaminação fúngica de produtos farmacêuticos e cosméticos apresenta riscos de deterioração e riscos à saúde. As formulações podem ser alteradas pela atividade metabólica dos fungos e sua presença por si só pode contaminar um produto, tornando-o indesejável pela mudança de aparência ou cheiro. A contaminação fúngica também pode resultar em infecções ou doenças devido a formação de toxinas fúngicas.

Nos últimos cinco anos, houve um aumento no número de recalls de produtos devido à contaminação por fungos. As agências reguladoras responderam colocando ênfase adicional no isolamento e identificação de fungos como parte do programa de monitoramento ambiental para garantir a segurança do paciente. Embora fosse prática comum no passado identificar esses organismos em nível de gênero ou, em alguns casos, simplesmente como “bolor”, isso não é mais aceitável para as agências reguladoras.

Historicamente, a identificação fúngica tem sido mais desafiadora do que a bacteriana devido à sua parede celular, morfologia e características de crescimento complexas. A microscopia continua sendo um dos métodos mais comuns de identificação, em que os técnicos montam a amostra do fungo em uma lâmina e examinam os corpos de frutificação, conídios e hifas. No entanto, esta é uma técnica sujeita a erros de processo e é extremamente difícil obter uma identificação em nível de espécie. Outros sistemas de identificação fenotípica geralmente apresentam desempenho inferior, uma vez que não suportam a ampla gama de micro-organismos encontrados nos ambientes de produção industrial e ainda dependem de resultados de testes subjetivos.

Métodos mais modernos para identificação de fungos são o sequenciamento de DNA e a tecnologia MALDI-TOF. Existem dois alvos genéticos que têm sido tradicionalmente usados para identificações de fungos, mas ao longo dos anos os taxonomistas passaram a preferir a região ITS2 à região D2 como o padrão-ouro para identificação de fungos, uma vez que esta região do DNA fúngico fornece maior variação e, portanto, melhor especiação.

Fungo Aspergillus fumigatus

O uso da tecnologia MALDI-TOF para a identificação de amostras de fungos filamentosos é bastante desafiador devido ao cultivo complicado, métodos trabalhosos de preparo de amostras e uma biblioteca de fungos frequentemente limitada. Embora a preparação de amostra de bactérias e leveduras no MALDI-TOF seja simples com o esfregaço direto ou com os métodos de extração, a parede celular dos fungos filamentosos é mais difícil de lisar e, portanto, mais difícil de gerar espectros. Esses problemas podem ser superados utilizando meios especializados para o cultivo de fungos filamentosos, como a placa Conidia IDFP (ID fungal plate), seguido do método de extração de rotina.

A Charles River fez parceria com a empresa Conidia para disponibilizar essas placas para os clientes globais.

Identificações precisas de isolados de fungos filamentosos a nível de espécie são críticas para um programa de monitoramento ambiental abrangente. É uma expectativa regulatória detectar, rastrear e identificar bolores em seu ambiente de produção, pois estes podem ter um impacto profundo sobre sua fabricação e sobre o produto final.

As identificações a nível de espécie fornecem a capacidade de rastrear e monitorar tendências de dados de monitoramento ambiental, permitindo que se resolvam os problemas de forma proativa antes que eles ocorram e forneça informações para uma correção bem-sucedida.

A Charles River fornece identificações fúngicas precisas por meio de seu serviço de sequenciamento de DNA ITS2 e nova identificação de fungos filamentosos por MALDI.

A empresa superou os desafios típicos desenvolvendo um método de preparação de amostra que é robusto e reprodutível ao criar bibliotecas mais abrangentes e validadas que são relevantes para seus clientes. Identificações fúngicas precisas a nível de espécie permitirão que você rastreie e monitore tendências, avalie adequadamente o risco para o produto acabado e para o seu processo produtivo como um todo, e proteja os pacientes e sua marca.

Dia 30 de março, das 11h00 às 12h00, a Charles River Brasil irá apresentar um webinar sobre os serviços de identificação microbiana do laboratório Accugenix.

Você terá a chance de tirar suas dúvidas sobre o laboratório inaugurado em 2020, em São Paulo, e saber como ele se compromete com os requisitos de integridade de dados para apoiar o seu controle de qualidade.

Você aprenderá sobre as tecnologias de identificação por MALDI-TOF, sequenciamento de DNA e tipificação de cepas para ajudar a sua empresa a decidir quais serviços são mais adequados para cada situação.

Não identifique mais fungo filamentoso como bolor e participe deste webinar.

Você é nosso convidado, e poderá realizar a sua inscrição clicando aqui.

Para dúvidas ou mais informações, entre em contato pelo e-mail: [email protected]

Artigo escrito por Jessica Rayser – Gerente de Produto Accugenix – Charles River Laboratories

Para saber mais sobre Identificação Microbiana por MALDI-TOF, clique aqui.

Tags:

Agências reguladoras, Charles River, contaminação fúngica, MALDI-TOF

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