Proposta pode substituir metodologia atual em circunstâncias diversas e ajudar na detecção precoce da infecção

O método PCR digital em gotas já é utilizado para identificar mutações de um gene relacionado ao adenocarcinoma de pulmão

Uma pesquisa do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFMG desenvolveu um novo método para diagnosticar o zika vírus. Considerando que os atuais meios de detectar a infecção podem dar resultados incorretos, positivos ou negativos, os pesquisadores encontraram uma alternativa. Eles fizeram testes com o vírus isolado e com amostras de pacientes infectados, utilizando a metodologia de PCR digital em gotas que, sendo mais sensível, oferece resultados mais confiáveis.

Desenvolvida por Priscila Nogueira Boggione Guimarães, junto ao curso de Mestrado Profissional em Microbiologia Aplicada, a pesquisa foi orientada pelo professor Jônatas Santos Abrahão, em parceria com o laboratório de análises clínicas Instituto Hermes Pardini.

Priscila Nogueira explica que o método PCR digital em gotas já é utilizado para identificar mutações de um gene relacionado ao adenocarcinoma de pulmão e que através do uso desta metodologia foi capaz de detectar com precisão o RNA do zika vírus no sangue, inclusive em baixas cargas virais. “A novidade desse estudo é que ele mostra um melhor desempenho do PCR digital em gotas também para a detecção do zika vírus em baixas cargas virais, características dos períodos iniciais e finais da infecção”, afirma a mestranda.

Segundo a pesquisadora, se validada a aplicação deste método, ele poderá substituir o atual em várias circunstâncias e ajudar no diagnóstico precoce da infecção. Para mulheres grávidas, tendo em vista o desenvolvimento da microcefalia em bebês, isso se torna de grande importância, além de poder auxiliar na prevenção de possíveis epidemias.

Tags:

Instituto Hermes Pardini, PCR digital em gotas, zika

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