Exames para identificar os vírus Oropouche e Mayaro foram validados neste mês. Com isso, laboratório detecta sete tipos de arbovírus

O desenvolvimento dos testes começou há quase dois anos, e a validação foi realizada no início de 2019

O Grupo Pardini aumentou o leque de testes para detectar doenças causadas por arbovírus, e passa a ter capacidade de detectar os vírus Oropouche e Mayaro. Com o acréscimo desses testes, o Grupo Pardini agora tem capacidade para identificar sete arboviroses. As outras são: dengue, febre amarela, vírus do Oeste do Nilo, zika vírus e chikungunya.

Essas arboviroses são transmitidas por mosquitos comuns no Brasil. Enquanto o Oropouche tem como vetor Culicoides paraensis – conhecido como maruim ou borrachudo –, o Mayaro pode ser transmitido pelos mosquitos Aedes albopictus e Aedes aegypti (o mesmo que propaga dengue, febre amarela, zika vírus e chikungunya).

De acordo com a Coordenadora do Setor de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Pardini, Danielle Zauli, o desenvolvimento dos testes começou há quase dois anos, e a validação foi realizada no início de 2019. Ela informa que, no Brasil, não há surto de nenhuma das duas doenças.

No entanto, como há a preocupação de especialistas de que ambos os vírus (Oropouche e Mayaro) possam atingir áreas populosas, é fundamental que o laboratório esteja pronto para dar uma rápida resposta, caso seja acionado.

“Pode ser que o surto não venha. Mas, se vier, estamos prontos. Se a validação do teste só fosse feita após o surgimento da epidemia, perderíamos muito tempo até desenvolvê-lo. Por isso é muito importante já o termos validado”, enfatiza.

Casos dessas duas arboviroses já foram identificados na América Central, na Floresta Amazônica e no Nordeste do Brasil. Pesquisadores alertam para um possível alastramento para as áreas mais populosas do país.

Uma das dificuldades no diagnóstico é que, muitas vezes, os médicos têm dificuldade em acertar qual arbovírus está causando a doença em determinado paciente. “As arboviroses têm sintomas muito semelhantes. Por isso, muitas vezes apenas exames laboratoriais, especialmente os de biologia molecular, podem diferenciá-los”, enfatiza a infectologista do Grupo Pardini Melissa Bianchetti Valentini.

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arbovírus, Grupo Pardini, vírus Oropouche e Mayaro

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