Fevereiro Laranja marca o mês da conscientização e alerta à leucemia. Tipo mais comum em adultos é a Leucemia Mieloide Aguda (LMA)

Alterações genômicas estão presentes em cerca de 97% dos casos de LMA e sua identificação é fundamental para a correta estratificação prognóstica e definição terapêutica

De acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) realizada em 2018, entre aquele ano e 2019 devem surgir no país 1,2 milhão de novos casos de câncer no Brasil. Um dos tipos da doença é a leucemia, câncer que afeta o sangue. A doença não escolhe idade ou sexo e aparece sem avisar. Por isso, o Fevereiro Laranja é dedicado a conscientizar e alertar a população sobre a leucemia.

A doença maligna é originada na medula óssea e acomete os leucócitos, também conhecidos como glóbulos brancos, os quais começam a se reproduzir de maneira descontrolada, dando início aos primeiros sinais da leucemia. O tipo mais comum em adultos é a Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Ela se caracteriza por uma produção de células imaturas pela medula óssea, os mieloblastos, que se desenvolvem em células leucêmicas.

Alguns sintomas iniciais da doença são similares àqueles vistos em uma gripe ou outras doenças comuns, como febre, fadiga, dificuldade respiratória, dor nos ossos, infecções, sangramento frequente, entre outros.

Pacientes com síndrome de Down e algumas outras doenças genéticas também apresentam risco aumentado em desenvolver a LMA. “Alterações genômicas estão presentes em cerca de 97% dos casos de LMA e sua identificação é fundamental para a correta estratificação prognóstica e definição terapêutica”, afirma João Bosco Oliveira, médico imunologista, especialista em genética, responsável técnico da Genomika Diagnósticos, laboratório de genética clínica do Recife.

João Bosco Oliveira, responsável técnico da Genomika Diagnósticos

Embora as causas deste câncer não sejam completamente conhecidas, o médico alerta que a exposição à radiação, a alguns compostos químicos como o benzeno (encontrado na gasolina e em cigarros) e a drogas quimioterápicas são fatores de risco. Assim como o envelhecimento e a existência de doenças sanguíneas prévias, como mielodisplasia, mielofibrose, policitemia vera, entre outras.

Pesquisas apontam que a carência de informações clínicas, como as provenientes das pesquisas de mutações moleculares, dificultam a correta estratificação de risco e o tratamento dos pacientes brasileiros. Sendo assim, mais que uma tendência da medicina atual, testes genéticos específicos são essenciais para a adequada definição terapêutica em hematologia. “Na Genomika, disponibilizamos o Painel Mieloide, painel genético que avalia simultaneamente mutações em 38 genes que ajudam a definir o prognóstico e o tratamento de LMA e outras neoplasias hematológicas”, informa Dr. Bosco.

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Fevereiro Laranja, Genomika Diagnósticos, leucemia, Painel Mieloide

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