Dos testes submetidos a análise de variantes, DB Molecular identifica a ômicron em sua totalidade

A mutação é algo esperado no processo evolutivo de qualquer vírus − quanto maior a taxa de replicação dele, maiores as chances de o vírus sofrer erros e gerar mutantes. A fim de identificar variantes e acompanhar a evolução natural da infecção, laboratórios de todo o mundo utilizam técnicas moleculares para pesquisar alterações genômicas nos patógenos de interesse público, com o objetivo de compreender e controlar epidemias emergentes e reemergentes. A análise genômica permite quantificar e qualificar a diversidade genética viral, estimando taxas de transmissão, prevendo próximos surtos e fornecendo informações para o desenvolvimento de vacinas e novos medicamentos, além de aprimorar os testes para o diagnóstico.

A investigação se faz necessária para acompanhar o surgimento de novas variantes que possam alterar as características da doença. Desde o início da pandemia do coronavírus, algumas variantes que surgiram foram classificadas como variantes de preocupação (VOCs) e variantes de interesse (VOIs), devido ao potencial de aumento de transmissibilidade, à possibilidade de reinfecção ou ao aumento de patogênese delas. Entre as mais conhecidas estão: alfa, beta, gama, delta e, por fim, a ômicron.

A variante ômicron foi classificada pela OMS em 28 de novembro de 2021, e teve seu primeiro caso identificado no Brasil no dia 20 de dezembro de 2021. Em pouco tempo, cerca de duas semanas depois, já representava quase 100% dos casos de Covid-19 no país. Isso porque, segundo o Ministério da Saúde, a cada 10 pessoas contaminadas com a ômicron, a tendência é infectar outras 14 pessoas.  Devido à alta transmissibilidade, a ômicron voltou a sobrecarregar os hospitais e os laboratórios de análises clínicas, zerando os estoques de kits para detecção da infecção. Esse período é considerado o maior avanço de contágio desde o início da pandemia.

O DB Molecular é um dos principais laboratórios de apoio do Brasil e recebe amostras de todo território nacional para a realização de exames genéticos e moleculares. Desde o início da pandemia, o DB Molecular atende aos clientes na realização do RT-PCR, teste padrão ouro para detecção do SARS-CoV-2, e realiza, junto com o Ministério da Saúde, a vigilância epidemiológica para identificação e controle das variantes.

Com o crescimento exponencial dos casos, devido às festas de fim de ano e ao descuido no cumprimento das medidas preventivas, o laboratório identificou números altos de positividade para Covid-19 nas primeiras semanas de 2022, chegando a 31% de casos. Em comparação com o mês de dezembro de 2021, já foi relatado um aumento de 77% nos números de exames realizados nos primeiros dez dias do ano de 2022.

Com esse aumento o laboratório viu-se enfrentando os mesmos desafios do começo da pandemia, com falta de insumos, esgotamento de kits, mão de obra desfalcada pelo grande número de afastamentos dos funcionários e uma demanda saturada. Com a experiência obtida com a Covid-19, foi possível elaborar estratégias fundamentais para ajustar o fluxo e continuar atendendo à demanda mais necessitada, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades, de forma rápida e assertiva.

Além disso, o laboratório reforça que manter o distanciamento, o uso constante de álcool em gel e as máscaras de proteção adequadas são fundamentais para evitar a transmissão da nova cepa. Cuide-se e vamos juntos combater mais uma vez esse vírus!

Tags:

alterações genômicas, DB Molecular, técnicas moleculares, variante Ômicron

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