Informe publicitário

Meses após a chegada da pandemia no Brasil, os laboratórios buscam meios para se manterem no mercado e encontrar fôlego para a recuperação econômica. A Central Sorológica de Vitória, laboratório de apoio do Espírito Santo, está entre essas empresas, que para superar o momento tem adotado medidas estratégicas de inovação, apoiada por um conjunto de fatores que incluem uma equipe engajada, os serviços de uma consultoria especializada e a tecnologia de ponta, suporte e parceria da Abbott

Nessa primeira parte da entrevista, o Diretor da CSV, Silvio Foletto, contou como tem conduzido o seu laboratório nessa situação atípica e, em especial, como o uso de testes de anticorpos SARS-CoV-2 IgG da Abbott tem ajudado a fornecer respostas, apoiando a retomada econômica do país.

A pandemia pegou os laboratórios de surpresa e por conta disso todo o setor de saúde foi forçado a mudar suas estratégias de negócio. Quais são os planos para a CSV a curto e longo prazo? Que tipo de estratégias vão colocar em prática para ganhar fôlego no mercado?
Silvio Foletto – Passados os primeiros meses do início da pandemia, nos mobilizamos para pensar o que seria o pós-pandemia. Para organizarmos todas essas ações, contratamos a BE Desenvolvimento, uma consultoria especializada dirigida pela Daniele Guidoni, que propôs a reconstrução do ecossistema de saúde com a visão de começar um novo laboratório dentro desse novo normal. Executamos um primeiro planejamento estratégico em meados de julho, quando aconteceu a retomada completa do time. Podemos citar entre as novas ações:
– Redefinição de metas e prazos
– Estabelecimento de novos objetivos de cada meta frente à nova realidade
– Identificação e avaliação dos novos custos operacionais, já que adquirimos um novo equipamento para a nova demanda de testes para Covid-19 (RT-PCR e sorologia)
– Revisão de toda a receita para investimentos de curto e longo prazo
– Investimentos em marketing, especialmente para a organização de lives, com a participação de grandes nomes da medicina capixaba. Com isso, o cliente está conseguindo enxergar a CSV como uma provedora de um conhecimento científico de alta qualidade.
A equipe também precisou se readaptar com as visitas comerciais aos clientes e as visitas de fornecedores totalmente remotas. Neste sentido, a tecnologia tem sido a grande aliada para integrar essa necessidade de adaptação à atualidade. Não há fórmulas prontas para as reinvenções, pois cada laboratório possui uma realidade diferente do outro. Além disso, diariamente se consolidam novas ações buscando a continuidade da qualidade do laboratório, exigindo uma equipe de gestores muito dinâmica e uma inteligência por trás de cada ação. Outro plano estratégico está marcado para ser realizado em outubro.

Quais são os maiores desafios que seu laboratório enfrenta atualmente por conta da pandemia? Como vocês estão lidando com a questão?
Silvio Foletto – O primeiro grande problema foi o impacto da diminuição da receita, que sofreu uma brusca queda na segunda quinzena de março e até hoje não foi recuperada. O enfrentamento disso foram as decisões de não demitir nenhum colaborador. A equipe se mostrou muito mais produtiva e feliz com a decisão. Imediatamente, dentro de uma nova visão, nos reorganizamos com um foco absolutamente no cliente, que sempre existiu, mas nesse momento, tem exigido outra abordagem, que estamos aprendendo e temos conseguido ao longo dos dias. Hoje oferecemos a facilitação da vida do cliente, trabalhando para fidelizá-lo totalmente. Na prática, aumentamos a agilidade nos processos analíticos para oferecer serviços e resultados ainda mais ágeis. Também estreitamos o relacionamento com o cliente por meio de videoconferências, que passou a ser um instrumento usual de diálogo entre nós, além de utilizarmos a ferramenta para treinamento e educação. Da pandemia surgiu a Universidade CSV, uma plataforma de educação continuada para todos os profissionais de saúde que queiram ampliar seus conhecimentos na área de diagnóstico laboratorial, que está em fase de estruturação.

Como vem tratando os novos desafios empresariais em relação a implementação de novas soluções?
Silvio Foletto
– A CSV criou um comitê de revisão de contratos para reduzir preços e encurtar contratos ou até ampliar outros, se fosse de interesse da empresa. Os resultados obtidos até agora são positivos, seguindo a eficácia das ações. No entanto, há uma cortina de fumaça sobre as ações provocadas pela pandemia e a desorganização da economia laboratorial pelos reflexos nos nossos clientes como um todo. Para os laboratórios é interessante saber que os testes de anticorpos para o vírus SARS-CoV-2 representam a entrada de um exame novo nas rotinas laboratoriais, que provavelmente será definitiva.

Como tem sido o suporte oferecido pela Abbott e quais os diferenciais em serviços e soluções que para o senhor merecem destaque?
Dr. Silvio Foletto – A Abbott não poderia fazer diferente o que sempre fez muito bem-feito, acredito que para todos os seus clientes. Em 2015, a CSV realizou uma parceria muito consistente com a empresa, passando a executar 75% das rotinas das fases pré-analítica, analítica e a parte de inteligência de negócios por meio da ferramenta BIS, em plataformas Abbott. Assim que surgiu a pandemia, a Abbott se ocupou de nos manter informados sobre a Covid-19 e seu compromisso com a situação, mesmo antes do lançamento dos produtos específicos para a detecção da Covid-19. Tivemos acesso a pesquisas feitas no exterior com os testes da companhia (da NHS na Inglaterra e da Universidade de Washington*). Quando os testes chegaram ao mercado, a Abbott nos forneceu todas as soluções necessárias para a implementação, como por exemplo a assessoria científica e o apoio comercial, facilitando a tomada de decisão para a aquisição dessa linha de Covid-19. Mas a decisão final para a compra aconteceu após o processo interno de validação que realizamos com os produtos lançados no mercado pelas grandes empresas de diagnóstico do mundo. Foi feita uma rigorosa validação analítica nos critérios de sensibilidade e especificidade, e os produtos da Abbott obtiveram os melhores resultados, nos gerando confiança e segurança para serem colocados em nossas rotinas laboratoriais.

Quais foram os critérios para buscar um teste sorológico confiável que atendesse aos requisitos de qualidade de seu laboratório? O que estavam buscando como solução e encontraram no teste escolhido?
Dr. Silvio Foletto – Quando há a necessidade de aquisição de um produto novo, é preciso definir alguns critérios. Neste caso, foram consideradas a atenção no pós-venda, a confiança na empresa, negociação em preços, validade do produto e garantias científicas.

Por que você escolheu o SARS-CoV-2 IgG da Abbott? Quais foram as principais razões que o levaram a escolhê-lo?
Dr. Silvio Foletto – Quando optamos por esse teste, a CSV usou um equipamento da Abbott dedicado somente a esses ensaios para evitar qualquer possibilidade de interferência. O parque tecnológico da Abbott dentro da CSV é totalmente formatado e adequado para que o laboratório possa oferecer os melhores resultados. A decisão pela Abbott após termos validado ensaios de cinco empresas, se fez pelos critérios já mencionados, e pela Abbott individualizar os ensaios de anticorpos. Isso tem permitido ao médico monitorar os diferentes estágios clínicos pós-antigenemia SARS-CoV-2.

O teste sorológico de SARS-CoV-2 IgG tem influenciado na demanda de serviços do seu laboratório?
Dr. Silvio Foletto
– O teste SARS-CoV-2 IgG está sendo utilizado em larga escala na CSV. Parte dessa demanda vem pelos próprios pacientes que têm buscado os laboratórios. Por outro lado, médicos e especialistas têm adequadamente solicitado os exames dos pacientes, e isso tudo têm levado a grandes demandas. Esse teste favorece o médico em sua análise crítica para adotar as melhores condutas para o paciente, diante de diferentes momentos do seu momento na produção de anticorpos para o vírus SARS-CoV-2. Do ponto de vista econômico, no momento onde há brusca queda na demanda de exames em geral, com a economia praticamente parada, o teste da Abbott SARS-CoV-2 IgG tem ajudado a sustentar os aspectos de receita da empresa. Do ponto de vista epidemiológico, esse ensaio tem sido de grande utilidade porque gera informações sobre a doença, inclusive permite levar aos médicos informações que podem repercutir nas comunidades do Espírito Santo. A Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Espírito Santo realizou quatro inquéritos sorológicos e, durante o mesmo período, a CSV fez esse levantamento a partir dos exames enviados por todos os laboratórios da Grande Vitória, com 2.7 milhões de habitantes, e os resultados obtidos foram muito próximos dos apresentados pelo governo. Com a testagem desses quase 70 mil pacientes, enxergamos um cenário bem mais amplo e socialmente interessante, evidenciando para nós que os testes SARS-CoV-2 IgG são totalmente confiáveis para uso em rastreamentos epidemiológicos.

Qual sua opinião a respeito do Sistema Alinity i™?
Dr. Silvio Foletto – Consideramos o sistema Alinity o novo carro do ano na Fórmula 1. A geração de equipamentos traz muitos ganhos para o laboratório, como a possibilidade de carregamento on board, sem o equipamento parar. É visível dentro dos processos de validação analítica, de hormônios e sorologias, a precisão e exatidão dos ensaios. O sistema traz um aumento da capacidade interna de ensaios, modernidade física e de inteligência que mostra uma geração bastante valiosa para os próximos anos.

Como você descreveria a experiência de trabalhar com a Abbott como um todo?
Dr. Silvio Foletto
– A CSV é uma empresa ONA Nível 3**, como tal, as exigências para fornecedores e prestadores de serviço são altas e a Abbott atende completamente essas necessidades e exigências dentro dos requisitos da ONA. Nesse momento, estamos ainda mais próximos por meio da gestão e área técnica, provendo informações científicas que levamos às comunidades médicas mais interessadas no aprendizado de tudo que há de novidade do novo vírus.

Na continuação dessa entrevista, que será publicada em breve nesse canal, a CSV compartilhará a experiência com o point-of-care testing e os impactos positivos dessa tecnologia na rotina de um laboratório de diagnóstico.

*O estudo da Universidade de Washington, publicado no Journal of Clinical Microbiology, apontou que o teste de anticorpos IgG SARS-CoV-2 IgG da Abbott apresentou 99,9% de especificidade e 100% de sensibilidade para detecção do anticorpo IgG em pacientes 17 dias ou mais após o início dos sintomas. 

**Certificada pela Organização Nacional de Acreditação em nível Excelência.

Tags:

Abbott, Silvio Foletto, testes de anticorpos SARS-CoV-2 IgG

Compartilhe: