Para a nova adaptação USP <232> e capítulos Ph. Eur. Suppl. 9.3, a Merck  oferece três misturas de elementos TraceCERT® com razão de elemento correspondente às concentrações orais da diretriz ICH Q3D

A contaminação metálica em produtos farmacêuticos, denominada impurezas elementares, pode surgir de várias fontes. Elas podem ser adicionadas intencionalmente, na síntese, ou podem estar presentes como contaminantes (por exemplo, por meio de interações com equipamentos de processamento ou por estarem presentes em componentes do medicamento) e, consequentemente, são detectáveis no produto acabado. Como impurezas elementares representam um risco para a saúde dos pacientes devido aos seus efeitos toxicológicos, seus níveis devem ser controlados dentro dos limites aceitáveis nos medicamentos. 1

Evolução das diretrizes ICH Q3D

Em 2009, a Conferência Internacional de Harmonização (ICH) propôs o desenvolvimento de uma nova diretriz para fornecer políticas globais de limitação de impurezas metálicas em medicamentos e ingredientes. Essa abordagem deveria fornecer orientações claras sobre os limites de especificação para impurezas elementares a nível mundial, e logicamente deveria ter um impacto sobre o trabalho dos órgãos reguladores nacionais, em obter resultados comparáveis e transparentes.

Na quarta versão do documento “Diretrizes para Impurezas Elementares”, a ICH categoriza as várias impurezas elementares em quatro classificações, que se destinam a facilitar as decisões durante o processo de Análise de Riscos:

Classe 1: as impurezas são significantemente tóxicas para seres humanos e tem pouca ou nenhuma utilidade na fabricação de produtos farmacêuticos. Eles podem ser encontrados como impurezas de materiais comumente utilizados (por exemplo excipientes extraídos). Todos os quatro elementos requerem avaliação durante a Análise de Risco em todas as fontes potenciais de impurezas elementares e vias de administração. Os elementos da Classe 1 são: As, Cd, Hg, Pb.

Classe 2: as impurezas geralmente são consideradas tóxicas para humanos, dependendo da via de administração. Essas impurezas são subdivididas em duas subclasses, 2A e 2B, baseadas em sua probabilidade relativa de ocorrência no medicamento.

– Os elementos da Classe 2A possuem uma probabilidade relativamente alta de ocorrência em medicamentos e, portanto, exigem Análise de Risco em todas as fontes potenciais de impurezas elementares e vias de administração (conforme indicado). Os elementos da classe 2A são: Co, Ni e V.

– Os elementos da Classe 2B possuem uma probabilidade reduzida de ocorrência nos medicamentos, relacionada com sua baixa abundância e baixo potencial de ser co-isolados com outros materiais. Como resultado, eles podem ser excluídos da Análise de risco, a menos que sejam intencionalmente adicionados durante a fabricação de substâncias medicamentosas, excipientes ou outros componentes do medicamento. Os elementos da Classe 2B são: Ag, Au, Ir, Os, Pd, Pt, Rh, Ru, Se e Tl.

Classe 3: inclui os elementos que possuem toxicidade relativamente baixa na administração por via oral, mas que requerem uma Análise de Risco se administrados por via inalatória ou parenteral. Os elementos da Classe 3 são: Ba, Cr, Cu, Li, Mo, Sb e Sn.

Outros elementos: Existem algumas impurezas elementares para as quais a Exposição Diária Permitida (PDE) ainda não foi estabelecida, devido às suas baixas toxicidades e/ou à diferentes regulamentações regionais. Se elas estiverem presentes em um medicamento, serão abordadas por outras diretrizes e/ou regulamentações regionais. Estes elementos são: Al, B, Ca, Fe, K, Mg, Mn, Na, W e Zn.

Métodos analíticos

Em relação aos novos métodos analíticos, a ICH Q3D não inclui nenhuma recomendação em métodos instrumentais, mas os seguintes procedimentos analíticos são sugeridos na USP <233>, dependendo da concentração esperada da impureza elementar no produto ou componente:

– Concentrações em ICP-OES ou absorções atômicas em partes-por-milhão (ppm)

– Concentrações ICP-MS em partes-por-bilhão (ppb)

Limites ICH Q3D para impurezas elementares

Para um total de 24 elementos, os limites de toxicidade são especificados e definidos como os níveis máximos de PDE em mg/dia para as quatro maiores vias de administração de medicamentos.

Tabela 1. Exposição Diária Permitida (PDE) para impurezas elementares

Para a nova adaptação USP <232> e capítulos Ph. Eur. Suppl. 9.3, a Merck  oferece três misturas de elementos TraceCERT® com razão de elemento correspondente às concentrações orais da diretriz ICH Q3D: a mistura I abrange as classes 1, 2A e alguns dos elementos 2B; a mistura II abrange os elementos 2B restantes; e a mistura III abrange todos os elementos da classe 3.

Os padrões TraceCERT são produzidos de acordo com a Guia ISO 34 e analisado em laboratório acreditado na ISO/IEC 17025, rastreável a pelo menos duas referências independentes (NIST, BAM ou unidade SI kg), entregues aos cliente em embalagem sofisticada e documentação compreensível incluindo cálculo de incerteza adequado, data de validade e informações de armazenamento.

Tabela 2. Soluções de CRM multi-elementos adequadas de acordo com o ICH Q3D TraceCERT®

Referências

1. ICH Q3D limits from Step 4 version, December 16, 2014 Option 1

2. Thermo Fischer, the Medicine Maker, Edition 4 – August 2016100

Para acessar o texto original, clique aqui.

Por Nathalia Araujo, Field Marketing Specialist – Standards, Reagents & Solvents | Applied & Research | Life Science | Merck

Tags:

Diretrizes para Impurezas Elementares, impurezas elementares, Merck, produtos farmacêuticos, TraceCERT

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