A Sarstedt desenvolveu seringas de 1 e 2 ml, que possuem a mesma tecnologia do sistema S-Monovette®

Nos dias atuais os laboratórios clínicos buscam modernizar seus processos de análises, implantando sistemas de gestão da qualidade, elaborando procedimentos de segurança, de confiabilidade e de integridade tanto dos pacientes como das amostras biológicas1,4. Sabe-se que a fase pré-analítica é fundamental dentro do fluxo do laboratório e que erros nesta etapa podem comprometer a análise e dificultar a interpretação dos resultados clínicos. Como consequência, possivelmente haverá necessidade de uma nova coleta, levando a um atraso no diagnóstico e elevação dos custos².

Entre os exames coletados para diagnóstico, deve-se dar atenção especial para coleta da gasometria, uma importante ferramenta na análise dos gases sanguíneos e essencial na avaliação das doenças em que ocorrem desvios do pH ou da concentração de oxigênio no sangue6. Dessa forma, cuidados importantes devem ser tomados, principalmente quando se trata de sangue arterial, pois erros específicos na manipulação da amostra podem impactar e invalidar o resultado dos exames1,4,5. Os problemas mais comumente encontrados em coletas para gasometria estão listados abaixo, bem como a orientação correta do procedimento:

Presença de bolha de ar na amostra: essas bolhas devem ser retiradas imediatamente para não comprometer os valores de PO2.

Local da punção: considerar a facilidade de acesso ao vaso e reduzir a probabilidade de punção venosa acidental, preferindo artérias que não apresentem veias próximas importantes.

Homogeneização da amostra: procedimento de suma importância para que não haja formação de micro-coágulos e nem sedimentação da amostra, já que podem afetar os níveis de hemoglobina.

Tipo e diluição da heparina: é recomendado heparina seca, pois a líquida pode aumentar o risco de diluição da amostra, ocasionando alterações dos níveis de hemoglobina, eletrólitos e metabólitos.

Transporte e conservação: as amostras devem ser processadas imediatamente após a coleta, devido à elevação dos níveis de potássio e em virtude da difusão dos gases pela parede da seringa. Se a amostra não puder ser processada imediatamente deve ser mantida refrigerada por até 60 minutos.

Modo de respiração: deve-se observar se a respiração do paciente é controlada ou espontânea e repassar as informações para o analista.

Com os avanços tecnológicos na área da saúde, hoje no mercado existem inúmeras marcas de seringas de gasometria. No entanto, é importante avaliar as recomendações presentes na embalagem de cada fabricante para não ocasionar impactos na área técnica. Um importante ponto a ser observado e respeitado é a proporção sangue/anticoagulante.

Um exemplo clássico são seringas com apresentação de 3 ml, sendo, no entanto, recomendado pelo fabricante coletar apenas 1,6 ml. Porém, este volume não está destacado na graduação e a ausência de trava favorece a coleta de volumes incorretos. Como consequência, obtêm-se amostras coaguladas e que necessitem de recoleta.

Visando facilitar a coleta de gasometria e garantir a qualidade da amostra biológica, a Sarstedt desenvolveu seringas de 1 e 2 ml, que possuem a mesma tecnologia do sistema S-Monovette®. O produto possui um êmbolo controlador de fluxo e volume sanguíneo, proporcionando uma coleta assertiva, já que a coagulação é evitada devido à relação ideal de sangue e anticoagulante.  Além disso, as seringas Sarstedt possuem heparina lítica sólida balanceada com cálcio.

Adicionalmente, a seringa de gasometria de 2 ml Sarstedt apresenta mais um diferencial frente ao mercado, por poder ser utilizada também como tubo de análise bioquímica emergencial, oferecendo redução de custos e agilidade no fluxo laboratorial.

Autoria: Juliane Rodrigues, Camilla Cortes e Marilia Grecco

Referências Bibliográficas

1. BAIRD, G. Preanalytical considerations in blood gas analysis. Biochemia Medica, v. 23, n. 1, p. 19-27, 2013.

2. GUIMARÃES, A. C.; WOLFART, M.; BRISOLARA, M. L. L.; DANI, C. O laboratório clínico e os erros pré-analíticos. Revista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), v. 31, n. 1, p. 66-72, 2011.

3. LIMA-OLIVEIRA, G. de S. L.; PICHETH, G.; SUMITA, N. M.; SCARTEZINI, M. Controle da qualidade na coleta do espécime diagnóstico sanguíneo: iluminando uma fase escura de erros pré-analíticos. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, v. 45, n. 6, p. 441-447, 2009.

4. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML): fatores pré-analíticos e interferentes em ensaios laboratoriais / Adagmar Andriolo … [et al.]; organização Nairo Massakazu Sumita … [et al.] – 1. ed. – Barueri [SP]: Manole, 2018

5. Soler VM, Sampaio R, Gomes MR. Gasometria arterial – evidências para o cuidado de enfermagem. Rev Cuid 2012;6(2):78-85.

6. Viegas CAA. Gasometria Arterial. J Pneumol. 28 (Supl 3). p. 233-238, 2002.

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gasometria, S-Monovette, Sarstedt, seringas

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