A rede de laboratórios com atuação nacional é a primeira a testar o transporte de material biológico em aeronaves não tripuladas

A intenção é que a modalidade complemente os transportes tradicionais, e não substituí-los, além de contribuir para redução da emissão de CO2

Antes de obter a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC para transportar suas amostras biológicas por drone, o Grupo Pardini – referência em inovação no setor de medicina diagnóstica – realiza, hoje, 11 de fevereiro, o segundo voo teste do projeto em parceria com a Speedbird Aero. A aeronave sairá da unidade Hermes Pardini do bairro Belvedere em direção ao Orizonti – Instituto Oncomed de Saúde e longevidade. O mais novo hospital geral de Belo Horizonte conta com um Núcleo Técnico Hospitalar do Pardini como laboratório referência e uma unidade de atendimento dentro da instituição. A rota aérea dura em torno de 6 minutos enquanto de veículo terrestre, o tempo gasto varia de 20 a 30 minutos. A redução do tempo é crucial para atendimentos de emergências e pode salvar vidas.

Para o diretor assistencial do Orizonti, Estêvão, a área de saúde hoje é a que mais demanda inovação. “Temos a inovação e a tecnologia como premissas, assim como o Grupo Pardini. O transporte não tripulado de exames traz um grande impacto para toda a cadeia de saúde, diminui tempo, facilita deslocamento, otimiza recursos. Oferecer aos nossos pacientes essa possibilidade certamente é um diferencial na prestação do serviço médico-hospitalar”, comentou.

A rede de laboratórios com 125 unidades espalhadas pelo país e outros quase 6 mil laboratórios parceiros é parceira da Speedbird Aero no desenvolvimento da logística aérea não tripulada de amostras biológicas. A startup possui as autorizações necessárias e o Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) da ANAC. Agora, ambas empresas trabalham juntas na construção de manuais de operação para o transporte de amostras biológicas em um drone exclusivo do Pardini, que deve ser finalizado no prazo de dois a três meses. A inovação é um marco para o setor de medicina diagnóstica no Brasil e garante agilidade no processamento de exames e entrega de resultados.

Depois desse processo, a Speedbird Aero poderá solicitar o registro da aeronave e a autorização de voo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), bem como Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais. A expectativa é que todo o processo seja concluído até o final deste ano.

A Speedbird Aero já possui a autorização da ANAC para atuar no transporte de entregas. A startup é a primeira empresa do Brasil e América Latina a utilizar drones para o transporte aéreo de produtos e medicamentos com capacidade de até 8kg. Desde janeiro de 2018, a Speedbird Aero vem desbravando o setor de delivery com aeronaves não tripuladas e já efetuou várias entregas em solo brasileiro. O primeiro voo teste com o Grupo Pardini foi realizado em dezembro de 2020, quando a companhia entrou com o pedido de registro da aeronave e autorização de voo. A expectativa é que em menos de seis meses, todo o processo de registro e autorização com os órgãos oficiais seja concluído.

A parceria vai ao encontro do propósito do Grupo Pardini de oferecer tecnologia em saúde e viabilizar o acesso à medicina diagnóstica para qualquer pessoa do país, onde quer que ela esteja. Segundo Fernando Ramos, diretor de Negócios L2L do Grupo – que oferece o serviço de apoio laboratorial e hospitalar, o objetivo é diminuir o tempo entre a coleta e o resultado dos exames. A intenção é que a modalidade complemente os transportes tradicionais, e não substituí-los, além de contribuir para redução da emissão de CO2. “Nosso propósito de levar tecnologia em saúde para qualquer pessoa, onde quer que ela esteja, depende da eficiência logística dos nossos parceiros, sejam eles hospitais ou laboratórios. Assim impactamos positivamente toda a cadeia de saúde”, afirmou Ramos.

Pioneirismo e inovação marcam o DNA do Grupo Pardini que, em 2020 também lançou o JetLab – aeronaves dedicadas para novas rotas aéreas ligando as diversas regiões do país, desde que o fechamento de fronteiras e cancelamento de voos comerciais ocorreu no auge da pandemia. Dessa forma, hospitais e laboratórios parceiros espalhados pelos Brasil se conectam rapidamente ao Núcleo Enterprise Lab do Hermes Pardini (maior planta laboratorial da América Latina), em Vespasiano, Minas Gerais, onde são processadas as amostras.

Logística inteligente dá acesso ao diagnóstico

Uma malha logística impressionante coleta mais de 300 mil amostras por dia para serem processadas. Essas coletas vêm de mais de 6 mil laboratórios, clínicas e hospitais em quase duas mil cidades do país – algumas atendidas exclusivamente pelo Hermes Pardini, além das 125 unidades próprias (77 em Minas Gerais, cinco em São Paulo, 13 no Rio de Janeiro e 30 em Goiânia). São materiais para análises clínicas, genética molecular, testes oncológicos de alta complexidade, medicina nuclear, medicina personalizada e patologia cirúrgica.

Diariamente, são mais de 91 mil quilômetros percorridos em 290 rotas terrestres. Sem contar o suporte terrestre e marítimo para atender todas essas localidades. “Para atender pacientes de todo o país, é preciso inovar e reajustar a rota a todo momento”, disse o Diretor de Negócios Lab-to-Lab no Grupo, Fernando Ramos.

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amostras biológicas por drone, Grupo Pardini, logística aérea não tripulada de amostras biológicas

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