O quadro clínico da DII comum compreende diarreia, febre e dores abdominais, mas possuem manifestações extraintestinais que podem ser mais problemáticas que as intestinais. Algumas delas são: artrite, esteatose hepática, cirrose, hepatite crônica, manifestações cutâneas etc.

As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) compreendem, principalmente, a Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RU), ambas relacionadas a uma resposta imunológica anormal à microbiota bacteriana da luz intestinal. Ambas são idiopáticas (de causa desconhecida) e se manifestam com quadros que podem se estender por anos com evolução prolongada e recidivante. O quadro clínico comum compreende diarreia, febre e dores abdominais, mas possuem manifestações extraintestinais que podem ser mais problemáticas que as intestinais. Algumas delas são: artrite, esteatose hepática, cirrose, hepatite crônica, manifestações cutâneas etc.

A DC e a RU constituem grave problema de saúde, acometem pessoas de qualquer faixa etária e podem causar repercussões importantes na qualidade de vida das pessoas, prejudicando a realização das atividades da vida diária, além de afetar dimensões física, psicológica e social dos pacientes (pacientes com DII necessitam ficar hospitalizados várias vezes e realizar o tratamento ao longo da vida).

Uma pesquisa de 2017 realizada pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD) chamada “Jornada do Paciente com Doença Inflamatória Intestinal” confirmou alguns dados alarmantes:

– 41% dos pacientes investigados demorou mais de um ano até o diagnóstico final;

– 20% dos pacientes tiveram que se ausentar do trabalho/estudo por mais de 25 dias;

– 51% dos pacientes relatam que a DII afetou o emprego;

– 78% dos pacientes relatam que a DII atrapalha significativamente a vida;

– 68% dos pacientes já tomaram corticosteroides em algum momento do tratamento;

– 78% dos pacientes tiveram que cancelar ou reagendar compromissos durante crises;

– 42% dos pacientes tiveram entre 1-3 crises nos últimos dois anos.

Estudo realizado pelo Hospital Universitário de Cleveland, nos Estados Unidos, constatou que a DII também está relacionada com o ataque cardíaco. Foram analisados prontuários médicos de 17,5 milhões de pacientes e 211 mil (1,2%) tinham sido diagnosticados com DC ou RU e quando comparados aos indivíduos saudáveis, a taxa de infarto era 23% maior, sendo que em pacientes mais jovens a probabilidade era nove vezes superior.

Conforme o Dr. José Luiz Aziz, diretor da Sociedade de Cardiologia de São Paulo, a relação entre os dois problemas pode ser explicada pela inflamação: “Do mesmo modo que ela (DII) ataca as paredes do intestino, também prejudica o revestimento das artérias. Isso dá início a um processo de aterosclerose e a uma posterior interrupção do fluxo de sangue”.

O médico patologista Dr. Júlio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz, estudou pacientes em tratamento de DII no Centro de Doenças Inflamatórias Intestinais da Clínica SCOPE/Campo Grande e descobriu que 3,8% deles apresentaram o bacilo para tuberculose no sangue, índice maior que a da população em geral. “Já é uma praxe procurar o micro-organismo nos portadores de doença inflamatória intestinal, mas nem sempre esse rastreamento é efetivo e refeito ao longo da vida”. Essa demora no diagnóstico pode trazer complicações potencialmente fatais além de contribuir para a transmissão da doença.

Segundo a gastroenterologista Didia Cury, diretora da Clínica SCOPE/Campo Grande, a inflamação crônica causada pela DII e até os fármacos utilizados no tratamento, podem comprometer a capacidade reprodutiva de homens e mulheres. Quando o problema atinge o cólon (no intestino grosso) pode chegar a repercutir em regiões como o útero e o uso de alguns medicamentos está relacionado a uma baixa na velocidade dos espermatozoides.

Para um tratamento eficaz, com melhores resultados na busca por qualidade de vida do paciente e diminuição de agravos da doença, é fundamental o diagnóstico correto dos quadros orgânicos (DC e RU) e monitorar a atividade das doenças.

A ECO Diagnóstica possui a Calprotectina Semi-Quanti ECO Teste, teste imunocromatográfico, semiquantitativo, de interpretação visual, para determinação e monitorização das concentrações de calprotectina em amostras de fezes.

A calprotectina fecal tem se mostrado um bom método para detectar DC e RU, para acompanhar a atividade inflamatória da DII, monitorar a resposta ao tratamento e determinar o risco de recidiva.

O teste fornece resultados pela concentração de calprotectina em três intervalos: <50, 50–200, e >200μg/g em apenas 10 minutos.

A calprotectina pode ser encontrada nas fezes após sete dias de sua secreção na membrana da mucosa e a concentração nas fezes é aproximadamente seis vezes maior quando comparada aos seus níveis no plasma.

O kit da ECO Diagnóstica possui todos os materiais necessários para a realização do teste, com tubo de coleta da amostra a prova de vazamentos para coleta fácil, higiênica e confiável.

Para mais informações:  (31) 3653-2025/ [email protected].

Fontes:

Maranhão, D.D.A, et all: Características e diagnóstico diferencial das doenças inflamatórias intestinais. JBM, Rio de Janeiro, 2015. Vol. 103. Nº1.

Vasconcelos, R.S, at all. Qualidade de vida de pacientes com doença inflamatória intestinal: revisão integrativa. ESTIMA, Braz. J. Enterostomal Ther., 16: e2118. doi: 10.30886/estima. v16.480_PT.

Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Cronh (ABCD): Jornada do Paciente com Doença Inflamatória Intestinal: Estudo quantitativo e qualitativo sobre a vida do paciente com DII no Brasil. Outubro 2017.

Doenças intestinais aumentam em até nove vezes o risco de infarto. Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/doencas-intestinais-aumentam-risco-de-infarto/

Doenças inflamatórias intestinais: as novidades e os desafios. Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/doencas-inflamatorias-intestinais-as-novidades-e-os-desafios/

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Calprotectina Semi-Quanti ECO Teste, doenças inflamatórias intestinais, ECO Diagnóstica

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