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O lançamento não controlado dos resíduos de corantes altera a dinâmica dos corpos hídricos, contribuindo para o aumento da contaminação dos mananciais e da água distribuída à população. foto: freerangestock

Acadêmicos do curso de Biomedicina da Universidade Feevale, liderados pelo Professor Doutor Vlademir Vicente Cantarelli, realizaram uma pesquisa que teve por objetivo avaliar como os resíduos dos processos laboratoriais são tratados e descartados. O estudo de caráter observacional foi realizado por meio de um questionário e visitas aos laboratórios, quando se avaliou o descarte de corantes e dos meios de cultivo nos laboratórios de análises clínicas do Vale do Rio dos Sinos, RS.

Uma das observações foi que o descarte dos corantes em sua maioria está sendo realizado diretamente na rede pública de esgoto, sem o tratamento adequado. Já os meios de cultivo não estão recebendo a redução de carga bacteriana compatível com nível III de inativação microbiana.

O lançamento não controlado dos resíduos de corantes altera a dinâmica dos corpos hídricos, uma vez que interferem na absorção de luz pelos habitantes aquáticos, podendo acumular-se ou serem transportados para estações de tratamento de águas municipais, contribuindo para o aumento da contaminação dos mananciais e da água distribuída à população.

Os autores lembram que o resíduo deve ser armazenado no local onde é gerado, em ambiente específico e arejado, acondicionado em saco plástico branco, dentro de suas próprias embalagens primárias. Para o caso da inexistência de suas embalagens, devem-se utilizar frascos de até dois litros, resistentes, com tampa rosqueada, vedante e identificado com o nome e fórmula do produto químico, símbolo e expressão de resíduo químico tóxico. Dependendo do volume gerado e o tempo de acondicionamento para o tratamento ou disposição final, o laboratório deve também possuir local específico para o abrigo de resíduos, fora da unidade geradora e fora da edificação do estabelecimento.

Em virtude da alta toxicidade, carcinogenicidade e/ou mutagenicidade dos corantes trifenilmetano, comumente empregados em análises microbiológicas, e da grande quantidade gerada em laboratórios, é necessária uma segregação dos resíduos compostos por corantes para aplicação de tratamento adequado.

Confira o trabalho completo clicando aqui.

 

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Tags:

análises microbiológicas, corantes, meios de cultivo, resíduos dos processos laboratoriais

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