É preciso ter indicação clínica e pedido médico para fazer o exame via Atendimento Domiciliar dos laboratórios Delboni (SP), Sérgio Franco (RJ), Exame (DF), entre outros que integram a Dasa

A validação do exame da Dasa foi por meio de parceria com o Instituto de Medicina Tropical da USP e usa tecnologia de PCR em tempo real

Desde a confirmação do primeiro caso do Covid-19 no Brasil, mais oito países registraram os primeiros casos da doença: Dinamarca, Estônia, Geórgia, Grécia, Macedônia do Norte, Noruega, Paquistão e Romênia. “Apesar de branda, na maioria dos casos a infecção pelo coronavírus é altamente contagiosa. Logo, impedir a propagação é imperativo para evitarmos o cenário epidêmico”, explica Emerson Gasparetto, vice-presidente da área médica da Dasa.

Preocupada com isso, a Dasa, que reúne laboratórios como Delboni (SP), Sérgio Franco (RJ) e Exame (DF) disponibiliza o serviço de Atendimento Domiciliar para coleta do exame de diagnóstico coronavírus. “Temos mais de 800 unidades espalhadas pelo país, com grande circulação de idosos e pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e câncer, que são grupos de risco. Para evitar a disseminação do vírus, disponibilizamos a coleta apenas via unidades hospitalares e Atendimento Domiciliar”, explica.

Vale reforçar que o exame não é indicado para toda a população. “O paciente precisa ter pedido médico e apresentar critérios clínicos”, explica Alberto Chebabo, infectologista da Dasa. Ele indica que os principais critérios são: febre acompanhada de sintomas respiratórios (tosse, espirros, aperto no peito, dificuldade para respirar, falta de ar),  ter viajado para países com a epidemia instalada, como a China (nos 14 dias anteriores, período de incubação do vírus) ou ter tido contato com um caso suspeito ou confirmado do novo coronavírus.

Experiência em resposta rápida, em larga escala

A OMS declarou que o Brasil já demonstrou, em outras epidemias, “a capacidade de resposta em larga escala”. A própria Dasa já desenvolveu e validou testes diagnósticos de forma rápida e precisa, outras vezes. “Foi assim com a epidemia de febre amarela, em 2017/2018, e com o Zika vírus, em 2015/2016, ambos com ótimas avaliações nos programas internacionais de controle de qualidade”, explica Gasparetto.

A validação do exame da Dasa foi por meio de parceria com o Instituto de Medicina Tropical da USP e usa tecnologia de PCR em tempo real – a mesma utilizada pelos centros de referência com avaliação de dois genes. Como é política de saúde pública, se a Dasa (ou qualquer laboratório) fizer teste positivo, tem que seguir o procedimento de notificar o Ministério da Saúde e mandar a contraprova para laboratórios de referência (Fiocruz/Adolfo Lutz).

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Atendimento Domiciliar, coronavírus, covid-19, Dasa, PCR em tempo real

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