Em nota, a Anvisa afirmou que está concentrada na análise das petições

Mais de 120 mil produtos voltados à área de diagnóstico in vitro estão retidos na alfândega por conta de divergência nos prazos de validade referentes aos processos de registro. A falta de liberação já está acarretando sérios problemas de abastecimento em postos e bancos de sangue do país.

A promessa da Anvisa era que, na segunda-feira (30/7), mais de 100 processos seriam publicados, enquanto os demais, deverão ser analisados e remetidos no prazo de duas semanas. A partir da terceira semana, caso o número de novos pedidos não fosse tão volumoso, os processos de alteração de prazo de validade passariam a ser tratados com avaliação imediata, via online.

No entanto, mesmo com o compromisso da Anvisa em resolver a pendenga, o mercado se depara com uma situação crítica de sistema inoperante da própria Agência. “As empresas não conseguem submeter novos pedidos de alteração de registro e nem sequer emitir as guias de recolhimento. Com isso, nenhuma empresa consegue submeter qualquer tipo de solicitação. As liberações não estão acontecendo, os estoques já estão críticos e alguns bancos de sangue estão com problemas de abastecimento por conta da falta de liberação das bolsas”, alertou Carlos Eduardo Gouvêa, presidente executivo da CBDL.

Em nota, a Anvisa afirmou que está concentrada na análise dessas petições. De acordo com o documento, a Diretoria de Autorização e Registro Sanitário priorizou, por 90 dias, as análises das alterações de prazo de validade de produtos para diagnóstico in vitro.

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