A pandemia da Covid-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, pode apresentar quadros mais severos, incluindo a insuficiência respiratória grave. Estima-se que aproximadamente 20% dos pacientes com a Covid-19 necessitem de internação hospitalar, destes, 5% podem necessitar de cuidados da Unidade de Terapia Intensiva. O longo período de permanência, associado ao estado de saúde debilitado pela doença, pode agravar a condição clínica do paciente. Uma das principais complicações que acometem esses pacientes, são as infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS).

Infecções virais em pacientes com suporte respiratório artificial invasivo predispõe pacientes a desenvolver co-infecções, sendo a pneumonia associada a ventilação mecânica (PAVM) uma das mais importantes.  Esses pacientes perdem a barreira natural entre a orofaringe e a traqueia, promovendo o acúmulo de secreções, facilitando então a colonização da árvore traqueobrônquica e a aspiração das secreções contaminadas para o trato respiratório inferior. A PAVM apresenta aumento da gravidade do quadro e alta taxa de mortalidade, variando de 24 a 50%, podendo alcançar 70% quando causada por microrganismos multirresistentes.

Devido ao elevado uso empírico de antibióticos, associados a susceptibilidade desses pacientes, há forte risco de desenvolvimento de infecções por microrganismos multirresistentes, que configuram um importante fator no aumento dos índices de mortalidade.

O diagnóstico precoce da co-infecção, detectando o agente etiológico e as resistências antimicrobianas, contribui com a escolha terapêutica e pode ajudar a salvar vidas e orientar as políticas de gestão antimicrobiana nos serviços médicos que tratam pacientes com a Covid-19.

Texto elaborado pela Diagnósticos do Brasil

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covid-19, Infecções virais, microrganismos multirresistentes

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