O mundo está enfrentando a pandemia global da Covid-19, no entanto é necessário chamar a atenção para as pessoas afetadas pela tuberculose (TB). Por ser uma doença silenciosa, é muito importante que os serviços de saúde mantenham a continuidade do atendimento, prevenção, diagnóstico e tratamento desses pacientes.

A tuberculose é a doença infecciosa que mais mata no mundo. Quase 10 milhões de pessoas afetadas e 1,5 milhão de mortes foram registradas em 2018. No Brasil, em 2019, foram diagnosticados 73.864 novos casos, o que correspondeu a um coeficiente de incidência de 35,0 casos/100 mil habitantes.

Por que o diagnóstico não pode parar?

Uma pesquisa realizada em parceria com o College London, Avenir Health, Johns Hopkins University e USAID prevê um grande aumento nos casos globais de tuberculose nos próximos cinco anos, em parte devido às consequências das restrições impostas para repelir o surto do novo coronavírus.

As medidas de isolamento social provavelmente levarão a 6,3 milhões de novos casos e 1,3 milhão de mortes a mais pela doença até 2025, já que muitos pacientes não serão diagnosticados nem tratados. Infelizmente, a pandemia tem afugentado pacientes em tratamento pelo medo da nova doença. Para minimizar os danos, faz-se necessária a busca ativa por diagnósticos de novos casos combinados com o intenso envolvimento da comunidade.

O histórico da tuberculose não é considerado um fator de risco, mas o pulmão com função prejudicada pode levar a quadros muito mais graves da Covid-19. A tuberculose cria cicatrizes, fibroses, estrias, cavernas no pulmão. Assim, o risco não está relacionado em contrair a infecção, e sim de evoluir para um quadro mais grave, pois vai causar uma inflamação em um órgão que já está debilitado.

Outras infecções por micobactérias não tuberculosas

Outras micobactérias, além do bacilo da tuberculose, são chamados de micobactérias não tuberculosas. Costumam estar presentes no solo e na água. A maioria das infecções causadas também é pulmonar. Ocasionalmente, há casos envolvendo linfonodos, ossos e articulações, pele e ferimentos. O diagnóstico correto das infecções causadas por estas micobactérias é fundamental, pois estas não respondem ao tratamento clássico de tuberculose.

Webinar

Para debater o assunto, a Mobius Life Science promove webinar gratuito com o tema: A importância do diagnóstico da tuberculose e outras micobacterioses em tempos de pandemia. O evento acontece no dia 23 de julho, quinta-feira, às 16h.

A convidada será Dra. Erica Chimara, diretora técnica do Núcleo de Tuberculose e Micobacterioses do Instituto Adolfo Lutz, pesquisadora com experiência em diagnóstico de tuberculose e micobacterioses, vigilância, gestão da qualidade, biossegurança e gestão de redes de laboratórios. Mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, Doutora em Microbiologia e Imunologia pela Universidade Federal de São Paulo e MBA em Gestão de Inovação em Saúde pelo Instituto Butantan, Coordenadora da área de micobactérias da Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (Rede-TB).

Serviço:
Webinar: A importância do diagnóstico da tuberculose e outras micobacterioses em tempos de pandemia.
Data: 23 de julho, quinta-feira, 16h
Convidado: Dra. Erica Chimara
Clique aqui para fazer sua inscrição

Tags:

Mobius Life Science, pandemia, tuberculose, webinar

Compartilhe: