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Paulo Nigro, presidente do Aché

O Aché acaba de inaugurar, em sua sede em Guarulhos, na Grande São Paulo, o Laboratório de Design e Síntese Molecular, pertencente ao novo Centro de Inovação Radical. A partir de agora, um grupo de cientistas ficará responsável pela pesquisa de moléculas inovadoras, com o objetivo de desenvolver novos ativos farmacêuticos para saúde humana. Também apresenta o Centro de Inovação Incremental do Aché, cujo objetivo é oferecer novas tecnologias farmacêuticas ao mercado brasileiro.

“O novo laboratório, com outras iniciativas inovadoras, surge em um momento especial, coroando os 50 anos de história da empresa, celebrado em 2016. Trata-se de um marco para a produção científica e para o avanço inventivo da indústria farmacêutica nacional”, diz Paulo Nigro, presidente do Aché. “O objetivo é fazer com que o Aché seja um ‘celeiro’ nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, sempre com olhar global”.

O Laboratório de Design e Síntese Molecular é um dos frutos do Núcleo de Inovação do Aché, criado em 2015 para dar mais agilidade na renovação do portfólio e no lançamento de novos produtos da companhia. “O Núcleo tem o objetivo de integrar as diretorias envolvidas no processo de inovação, trazendo multidisciplinaridade e fortalecendo a interlocução entre as áreas”, afirma Nigro.

 

Portfólio sustentável

Aché

Para dar início às operações no laboratório, foram investidos R$ 2,5 milhões

Segundo Cristiano Guimarães, diretor de Inovação Radical do Aché, o Laboratório de Design e Síntese Molecular tem como foco necessidades ainda não atendidas em diferentes áreas do setor de Saúde, como Saúde Feminina, Saúde Masculina, Sistema Nervoso Central, Cardiometabólica, Saúde Respiratória e Osteomuscular.

“Com a inauguração do laboratório, parte das etapas de inovação radical ficará sob o comando do Aché, garantindo maior controle e assertividade ao nosso processo de inovação”, diz Guimarães. “Além disso, aumentaremos nossa capacidade de atrair e manter talentos que perpetuarão o conhecimento dentro da companhia, em vez de terceirizá-lo.”

Para dar início às operações no laboratório, foram investidos R$ 2,5 milhões. O projeto é parte da estratégia do Aché de transformar a inovação em motor do crescimento sustentável da companhia. Em 2015, os investimentos em Desenvolvimento Analítico (DA), Desenvolvimento Farmacotécnico (DF) e projetos de renovação de portfólio atingiram R$ 115 milhões. O Aché também investiu 10% da geração de caixa operacional em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

 

Design e síntese de moléculas 

O termo design – usada para definir o ato de projetar, modelar e planejar – não costuma ser associado à pesquisa de novas moléculas. No caso do design molecular, o termo engloba o processo intelectual relacionado ao planejamento racional de estruturas químicas para uma determinada finalidade.

De acordo com Cristiano Guimarães, cada molécula possui uma série de características a serem otimizadas, como propriedades físico-químicas, perfil farmacológico, farmacocinética e toxicidade. “No processo de design de novas moléculas, é essencial o emprego de métodos computacionais que têm como objetivo predizer essas propriedades, com o objetivo de economizar tempo e dinheiro, já que apenas as moléculas com o melhor conjunto de propriedades preditas são sintetizadas e avaliadas em uma série de testes em laboratório.”

As informações obtidas nos testes alimentam um novo ciclo de design, síntese e avaliação, de forma interativa, até que uma molécula que contemple o melhor conjunto de propriedades seja obtida. “Essa molécula torna-se então um candidato a estudos clínicos”, afirma Guimarães.

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Aché, indústria farmacêutica, Laboratório de Design e Síntese Molecular, moléculas inovadoras

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