Nesta gestão que agora se inicia, a diretoria e associados da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) fizeram um balanço positivo da atuação da entidade, que completou 22 anos em 2013.

Durante a longa trajetória, foram inúmeros avanços e conquistas nas mais diversas áreas – regulatória, tributária, logística, entre outras, de relevância para o setor. Mas ainda há muito a fazer.

E 2014 já começou com novidades. Uma das propostas implementadas durante o final do ano passado, por exemplo, deu origem ao estudo de Convergência Regulatória, Cadeias Globais e o Desenvolvimento da Indústria da Saúde no Brasil, editada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI).

A instituição, em conjunto com a Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), da qual a CBDL faz parte, promoveu em novembro de 2013, um intenso debate com especialistas sobre o tema abordado na publicação. A conclusão dessas discussões gerou o conteúdo do livro, com o qual foram contemplados todos os associados da CBDL.

Atividades desse tipo serão incentivadas pela entidade que, neste ano, deverá rever e implementar seu Código de Ética.

Nesse sentido, a CBDL foi uma das apoiadoras da conferência “Compliance na América Latina”, promovido pela (Advanced Medical Tecnology Association), AdvaMed, dos Estados Unidos, e ABIIS, em fevereiro em São Paulo.

No encontro estavam presentes representantes de agências reguladoras, de associações médicas, advogados, executivos, além de especialistas nacionais e internacionais e profissionais do segmento industrial que debateram as normas latino-americanas à luz da Lei Anticorrupção que entrou em vigor em janeiro.

Ao final dos debates, um termo de cooperação foi firmado entre as associações formadoras da ABIIS, CBDL inclusa, e a AdvaMed, para a aplicação de programas de compliance e anticorrupção. O documento traz as linhas mestras condutoras das melhores práticas de negócios e ética e aplicação dos programas de compliance e normas anticorrupção. Na prática, a AdvaMed  vai equalizar os Códigos de Ética das entidades médicas.

Ainda durante o evento, o subprocurador-geral da República e do Ministério Público, Antonio Carlos Fonseca, manifestou a intenção de cooperar com as entidades ligadas às áreas de equipamentos médico-hospitalares e de diagnóstico laboratorial para a aplicação de programas de Compliance. Colocou à disposição das associações médicas a Câmara de Boas Práticas do ministério, mas deixou claro que vai precisar da ajuda da Anvisa e do Ministério da Saúde.

Essa foi uma das ações incrementadas pela diretoria da CBDL neste primeiro trimestre em busca do cumprimento de uma de suas metas. Outras, porém, já estão em andamento como: as alterações na pesquisa de mercado, uma agenda anual de cursos de interesse dos associados, as mudanças no estatuto e o trabalho junto à Anvisa em busca de melhorias nos processos de concessão e renovação de registros, e emissão de certificação de boas práticas.

Além disso, em conjunto com a ABIIS, a SBPC/ML e a Conitec (Ministério da Saúde), a CBDL vai atuar fortemente para a incorporação de novas tecnologias, de forma a beneficiar o paciente, elo final da cadeia de saúde.

Compartilhe:

Fabio Arcuri
Publicado por Fabio Arcuri

Fábio Arcuri é presidente da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL). Atua há 25 anos no mercado de diagnóstico. Hoje é country manager da ThermoFisher Scientific – Divisão Imunodiagnósticos.

Este conteúdo é de responsabilidade do colunista e não expressa a opinião do LabNetwork.