A Forbes, contrariando o cenário de recessão técnica da economia brasileira, estima que a Economia Colaborativa gera uma receita anual de US$ 3,5 bilhões para os usuários desses serviços, valor que deve crescer 25% ao ano.

A Economia Colaborativa vem ganhando força em todo o mundo, mas como podemos atender a essa nova demanda gerencial/comercial? Vamos lá:

1. Compartilhe

Como referência da tal Economia Colaborativa estão empresas e projetos que surgiram a partir de variações do compartilhamento pessoa-para-pessoa (peer-to-peer) como: carros, alimentos, serviços, moradia, tecnologia, entre outros.

Esse conceito tem se provado um movimento duradouro, abrangente e revolucionário. Grandes corporações já passaram a adotar estratégias baseadas no compartilhamento em seus principais negócios, como a Toyota, ao alugar carros de concessionárias selecionadas e o Citibank, ao patrocinar um programa de compartilhamento de bicicletas na cidade de Nova York, como já ocorre no Brasil.

2. Repense os formatos

Empresas podem repensar seus modelos de negócios tornando-se “prestadoras de serviços”, “fomentadoras de mercado” ou “provedoras de plataformas”. As empresas com visão de futuro devem buscar atender ao menos um desses modelos.

3. Os pilares do sucesso

A Economia Colaborativa é fruto da união de três pontos de sucesso que fazem o conceito cada vez mais atrativo a partir da evolução ampla da sociedade: social, econômico  e tecnológico.

4. Tempo de mudar

Ser uma prestadora de serviço, fomentadora de mercado ou provedora de plataforma permite a empresa evoluir ao lado de seus clientes e a favor do mercado.

O grande aprendizado para as empresas é que o relacionamento com os clientes mudou, é hora de libertar a empresa para ganhar o mercado.

Há quem atribua à Economia Colaborativa o poder de reduzir o desperdício, aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais, combater o consumismo e até reduzir a desigualdade social no mundo. Ainda é preciso observar se o movimento realmente será capaz de cumprir toda essa agenda.

Mas focando! E o setor laboratorial? Quais são as movimentações?

Surgem grupos de laboratórios (cooperados) que visam compartilhar conhecimento buscando benefícios como: aquisições de tecnologias, capacitação de funcionários, padronização de técnicas, contratos (melhores) com laboratórios de apoio e até mesmo obra prima para os exames (compras compartilhadas – que reduzem significativamente os custos do laboratório).

Para se ter uma ideia de como isso está se movimentando, o grupo LAS (Laboratórios Associados do Sul) de Porto Alegre, RS, abrange hoje 52 Laboratórios e 70 cidades do Rio Grande do Sul. Participam aproximadamente 163 bioquímicos e 823 colaboradores que produzem aproximadamente 724.000 exames para aproximadamente 128.000 pacientes mensalmente.

Vamos pensar em ser mais, para sermos melhores!

Abraço a todos

Compartilhe:

Marcos Lima
Publicado por Marcos Lima

Graduado em Biomedicina, foi pesquisador da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e buscou experiências em laboratórios clínicos e hospitalares. Especializou-se em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) atuando desde 2011 como assessor científico, de negócios e consultor de processos no cliente pela Hotsoft Informática. Email: [email protected]

Este conteúdo é de responsabilidade do colunista e não expressa a opinião do LabNetwork.