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A Stago traz para o Brasil a linha de reagentes para a dosagem dos novos anticoagulantes orais para a dosagem dos inibidores diretos do fator Xa e do inibidor direto da trombina

Nos últimos 60 anos, os antagonistas da vitamina K foram os únicos anticoagulantes orais disponíveis para a prevenção das complicações tromboembólicas. Embora esses anticoagulantes tradicionais fossem eficientes no tratamento do tromboembolismo venoso, dificuldades práticas no seu manejo levaram ao surgimento de novos fármacos para esse fim. Dois grupos de anticoagulantes orais, os inibidores do fator-Xa (rivaroxaban, apixaban e edoxaban) e os inibidores diretos da trombina (dabigatran), recentemente tornaram-se disponíveis para a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC), embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial não-valvular, tratamento de prevenção secundária de tromboembolismo venosa e tromboembolismo.

Esses fármacos têm uma ação anticoagulante previsível, com início e fim rápidos, não sendo, por isso, necessária uma monitorização rotineira. Entretanto, a avaliação do efeito coagulante pode ser necessária em algumas situações quando não se consegue atingir a faixa terapêutica (obesidade, insuficiência renal, mal absorção gastrointestinal, interação com outras drogas), bem como, quando os pacientes encontram-se acima da faixa terapêutica (sangramento, baixo peso corporal, idade avançada ou interação com outras drogas, ou ainda em casos de traumas, cirurgias e tromboembolismo). A dose destas drogas é baseada na função renal de dabigatran, rivaroxaban e edoxaban, e em uma combinação entre função renal, idade e peso corporal para apixaban.
Como os anticoagulantes interferem nos testes de rotina

A avaliação dos novos anticoagulantes é limitada quando verificada pelos ensaios de coagulação convencionais, como o Tempo de Protrombina (TP) e o Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA). É observado uma grande variação na sensibilidade ao dabigatran entre os reagentes TTPA. Um TTPA normal provavelmente exclui níveis excessivos de dabigatran, mas não mostra se o paciente está na faixa terapêutica adequada. O TTPA também apresenta sensibilidade inadequada aos inibidores do fator-Xa.

O Tempo de Trombina (TT) é excessivamente sensível ao dabigatran, não sendo, portanto, útil para a quantificação. O TT diluído, o Ensaio Cromogênico de Ecarina (ECA) e o Tempo de Coagulação de Ecarina (ECT) podem ser usados para quantificar dabigatran em uma ampla gama de concentrações.

Dependendo da sensibilidade do reagente de tromboplastina, um TP normal não é sensível a dabigatran e também não pode excluir níveis excessivos de apixaban, e provavelmente exclui níveis excessivos de rivaroxaban e edoxaban. Assim como no TTPA, os reagentes TP disponíveis no mercado diferem em sua sensibilidade para dabigratan.

A atividade anti-Xa com curvas de calibração específicas aos fármacos inibidores de Xa exibe um alto grau de linearidade com níveis de rivaroxaban, apixaban e edoxaban em uma ampla gama de concentrações, o que permite monitorar os pacientes que necessitam de um melhor ajuste da dose terapêutica.

Como parte da estratégia da empresa, a Stago traz para o Brasil a linha de reagentes para a dosagem dos novos anticoagulantes orais para a dosagem dos inibidores diretos do fator Xa (rivatoxaban, apixaban e edoxaban) e do inibidor direto da trombina (dabigatran).

Luciane Franco, gerente de Marketing, explica que a empresa atua em parceria com as indústrias farmacêuticas visando o desenvolvimento de novos ensaios específicos levando o benefício ao médico de ao prescrever a droga, possa monitorar adequadamente os casos mais complexos, permitindo assim a segurança e a eficácia do tratamento.

A Stago estará presente, pela primeira vez, no 51º Congresso da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC) e como parte de sua estratégia de Gerar Conhecimento, traz ao evento a palestra “Avaliação laboratorial de novos anticoagulantes” que será ministrada por Adam Cuker, professor assistente de Medicina no hospital da Universidade da Pensylvannia e professor assistente de Patologia e Medicina Laboratorial da Escola de Medicina Perelman na mesma universidade. Cuker se dedica a estudos sobre trombocitopenia induzida por heparina, trombocitopenia imune, trombose, anticoagulação e distúrbios plaquetários. Na área clínica dedica-se aos distúrbios de coagulação e aos transtornos de sangramento e de plaquetas.

Além disto, a Stago apresentará suas inovações tecnológicas e muitas novidades em seu estande 78 e 79 durante os quatro dias de evento.

Referência:

Cuker A. Laboratory measurement of the non-vitamin K antagonist oral anticoagulants: selecting the optimal assay based on drug, assay availability, and clinical indication. J Thromb Thrombolysis (2016) 41:241–247.

Tags:

Adam Cuker, anticoagulantes orais, TP, TTPA

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