Teste que oferece diagnóstico com mais precisão já pode ser encontrado em todos os estados brasileiros

O segundo tipo de câncer com maior incidência no país preocupa. 2017 chega ao fim sem indícios de redução no número de pessoas com a doença. O INCA, Instituto Nacional de Câncer, já havia previsto 60 mil novos casos para este ano. Como o diagnóstico precoce aumenta extremamente as chances de sucesso no tratamento, novos exames ganham cada vez mais espaço no cenário brasileiro.

A Beckman Coulter trouxe o Índice de Saúde da Próstata-phi (PHI, do inglês Prostate Health Index) ao país no fim de 2016. E apenas um ano depois o exame já é oferecido em alguns dos principais laboratórios do Brasil, facilitando o acesso a pacientes e ajudando no diagnóstico médico.

A eficácia do phi foi comprovada em mais de 80 publicações científicas ao redor do mundo. O exame é aprovado desde 2012 pela FDA, Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, e recomendado pela National Comprehensive Cancer Network como ferramenta para um melhor diagnóstico do câncer de próstata.

A análise que o exame proporciona é, de fato, mais eficiente na seleção do paciente para a realização da biópsia prostática do que a dosagem do PSA total (teste mais comumente feito por aqui), ou mesmo a combinação da dosagem do PSA total e livre. O exame do PSA (Antígeno Prostático Específico, do inglês Prostate Specific Antigen) mede a quantidade dessa enzima no sangue, naturalmente produzida pela próstata. Mas níveis elevados podem estar relacionados a outras patologias que não o câncer, resultando, muitas vezes, em indicações desnecessárias de biópsia prostática em um número significativo de pacientes sem câncer.

O novo exame phi utiliza a combinação de três marcadores presentes na amostra sanguínea: o PSA livre, o PSA total e o p2PSA, como mostra o infográfico. 

Um cálculo matemático permite determinar com mais assertividade as chances do paciente ter câncer de próstata. “O p2PSA garante, em questão de segundos, o que chamamos de maior especificidade para câncer. Ele é uma fração do PSA, que só vai constar alterado no resultado se realmente o paciente estiver com a doença. Com certeza representa um diagnóstico diferenciado”, avalia o professor Dr. Adagmar Andriolo, médico patologista clínico, chefe da disciplina de Medicina Laboratorial da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP – e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial. Ele explica que o teste é recomendado para homens a partir dos 50 anos, que apresentam um nível de PSA total entre 2,0 e 10,0 ng/mL, sem qualquer alteração no exame de toque retal.

O novo teste pode reduzir em até 30% a necessidade de biópsias, um benefício para o paciente, já que o procedimento é invasivo e pode provocar infecção e sangramento. Hoje, aproximadamente 75% das biópsias prostáticas realizadas têm resultado negativo para o câncer.

Exame disponível nos laboratórios abaixo, busque a unidade mais próxima:

 

Tags:

Beckman Coulter, Câncer de Próstata, índice de saúde da próstata (phi)

Compartilhe: