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A eficácia do Índice de Saúde da Próstata foi comprovada em mais de 80 publicações científicas ao redor do mundo

De acordo com o INCA, o Instituto Nacional de Câncer, são esperados cerca de 60 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil anualmente. Treze mil mortes são atribuídas à doença. Sabe-se, contudo, que o diagnóstico precoce é garantia de sucesso no tratamento de nove em cada 10 pacientes. Por isso, o Grupo Hermes Pardini disponibilizou um importante exame para auxiliar na investigação da doença. Trata-se do Índice de Saúde da Próstata (PHI, do inglês Prostate Health Index). A análise é mais eficiente na seleção do paciente para a realização da biópsia prostática do que a dosagem do PSA total, ou mesmo a combinação da dosagem do PSA total e livre.

O exame do PSA (Antígeno Prostático Específico, do inglês Prostate Specific Antigen) mede a quantidade dessa enzima no sangue, naturalmente produzida pela próstata. Níveis elevados de PSA servem de alerta ao médico para a pesquisa de doenças relacionadas à próstata. Não só o câncer, mas também outras, benignas, o que acaba resultando em indicações desnecessárias de biópsia prostática em um número significativo de pacientes sem câncer. “O índice de PSA elevado no sangue pode ser consequência de outras enfermidades como prostatite aguda, prostatite crônica e hiperplasia prostática benigna. Por isso, sua precisão é limitada”, explica o cirurgião e urologista, membro da Sociedade Brasileira de Urologia, Dr. Mateus Furtado.

O novo exame do PHI utiliza a combinação de três marcadores presentes na amostra sanguínea: o PSA livre, o PSA total e o p2PSA. Um cálculo matemático permite determinar com mais assertividade as chances do paciente ter câncer de próstata. “O PHI é recomendado para homens a partir dos 50 anos e que apresentam um nível de PSA total entre 2,0 e 10,0 ng/mL, sem qualquer alteração no exame de toque retal. O resultado do PHI permitirá ao médico atuar com maior segurança na escolha do paciente que será submetido à punção prostática”, afirma o Dr. William Pedrosa, médico do Grupo Hermes Pardini.

O novo teste pode reduzir em até 30% a necessidade de biópsias. “É um benefício para o paciente, já que a biópsia é um procedimento invasivo, que pode provocar infecção e sangramento”, pondera o urologista. Aproximadamente 75% das biópsias prostáticas realizadas têm resultado negativo para o câncer. No Brasil, o exame é realizado pelo Hermes Pardini, que além da rede própria em São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia, atende a mais de 5 mil laboratórios em todo o país, por meio da rede de Apoio. O exame já foi internalizado pelo departamento de Pesquisa & Desenvolvimento do Grupo e as análises do teste são realizadas no Núcleo Técnico Operacional (NTO), em Minas Gerais. Isso garante maior controle e resultados mais rápidos, disponíveis aos pacientes em cinco dias úteis.

A eficácia do Índice de Saúde da Próstata foi comprovada em mais de 80 publicações científicas ao redor do mundo. O exame é aprovado desde 2012 pela FDA, Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, e recomendado pela National Comprehensive Cancer Network como ferramenta para um melhor diagnóstico do câncer de próstata.

No Brasil, o teste custa cerca de R$750,00. Embora ainda não esteja na lista de exames que a Agência Nacional de Saúde recomenda os convênios a oferecer, tem um custo-benefício relevante para o paciente. “Outras utilidades para o PHI vêm sendo descritas, tais como a possibilidade de detecção do câncer de próstata de comportamento mais agressivo e acompanhamento do paciente no pós-operatório. Apesar de ainda preliminares, esses achados são muito interessantes e agregam valor ao teste”, conclui o Dr. William.

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Câncer de Próstata, Grupo Hermes Pardini, Índice de Saúde da Próstata

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