Estudo avaliará 1.500 pacientes com mieloma e a translocação t nos centros da Fundação Internacional de Mieloma em todo o mundo

Ainda existem várias lacunas importantes sobre mieloma múltiplo e uma delas é o papel das mutações genéticas na resposta dos pacientes aos tratamentos

A AbbVie, companhia biofarmacêutica global dedicada à pesquisa, e a Fundação Internacional de Mieloma (IMF – International Myeloma Foundation) anunciaram acordo de colaboração para conduzir estudo retrospectivo que irá contribuir com a melhor compreensão e manejo do mieloma múltiplo, o segundo tipo mais comum de câncer no sangue.

“Ainda existem várias lacunas importantes sobre mieloma múltiplo e uma delas é o papel das mutações genéticas na resposta dos pacientes aos tratamentos”, afirmou o médico e presidente do IMF, Brian G.M. Durie. “Este estudo pode contribuir com uma valiosa evidência de mundo real para ajudar a avançarmos no cuidado com os pacientes. Estamos orgulhosos de juntar nossas forças à AbbVie para aumentar os esforços em pesquisa e educação sobre mieloma múltiplo”.

O principal objetivo do estudo é determinar a sobrevida, de uma forma geral, dos pacientes com mieloma múltiplo e a translocação t que está presente em aproximadamente 16 a 24% dos casos submetidos a teste genético para mieloma múltiplo.

Os pesquisadores da IMF de, pelo menos, 30 centros participantes do estudo, em todo o mundo, trabalharão para revisar e caracterizar os resultados de tratamentos em 1.500 pacientes com translocação t identificados pelo exame FISH, o que torna este estudo um dos maiores e mais abrangentes até hoje.  Os outros objetivos do estudo incluem medição das taxas de resposta, sobrevida livre de progressão da doença, tempo até progressão, duração das respostas ao tratamento e dados gerais de sobrevida com diferentes regimes de tratamento entre os pacientes com translocação t. Determinar fatores de prognóstico para sobrevida de pacientes com mieloma múltiplo e translocação t e identificar o espectro de anormalidades genéticas coexistentes no grupo analisado também são objetivos deste estudo.

“A parceria com a IMF assinala nosso compromisso para o avanço da compreensão dos cânceres hematológicos e também na contínua identificação de novas abordagens científicas que possam aprimorar o cuidado dos pacientes com mieloma múltiplo”, afirmou o médico Neil Gallagher, vice-presidente e líder global em desenvolvimento em oncologia da AbbVie.

Sobre mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo tem origem em células de defesa da medula óssea chamadas de plasmócitos. Quando essas células – um tipo de glóbulo branco do sangue –  se tornam cancerosas podem crescer de forma descontrolada e produzir proteínas anormais (também conhecidas como proteínas M) e podem causar tumores que se desenvolvem geralmente no osso.  Estima-se que 86.000 pacientes sejam diagnosticados com mieloma múltiplo a cada ano no mundo.  A média de sobrevida varia aproximadamente de 29 a 62 meses dependendo do estágio da doença quando diagnosticada.

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AbbVie, Fundação Internacional de Mieloma, mieloma múltiplo, mutações genéticas, translocação t

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