A implantação da nova metodologia (PCR – Biologia Molecular) irá contribuir para que a Vigilância Epidemiológica e a Assistência possam tomar medidas efetivas de tratamento

O Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia (Lacen) começou a disponibilizar uma nova metodologia para o diagnóstico da febre amarela. A nova técnica está sendo utilizada desde 15 de agosto deste ano. O serviço está disponível para atender os 52 municípios de Rondônia, em pacientes com suspeita da doença. Antes da implementação, o teste era enviado para o Instituto Evandro Chagas, em Belém,  e demorava, em média, até seis meses. Hoje, o resultado é entregue em apenas uma semana.

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Reveste-se da maior importância epidemiológica por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas por Aedes aegypti.

Segundo o farmacêutico bioquímico do Lacen, Eduardo Honda, a implantação da nova metodologia (PCR – Biologia Molecular) irá contribuir para que a Vigilância Epidemiológica e a Assistência possam tomar medidas efetivas de tratamento e acompanhamento ao paciente em tempo oportuno.

O PCR pode ser feito até o sétimo dia, preferencialmente até o quinto dia, conforme o início dos sintomas da febre amarela. Nessa técnica se pesquisa a presença do material genético do vírus no sangue do paciente.

Segundo o diretor-geral do Lacen, Luiz Tagliani, mesmo com a escassez de recursos, a secretaria estadual de Saúde não tem medido esforços para ampliar a oferta de exames para atender toda a população, como no caso da febre amarela.

O secretário Williames Pimentel explica Rondônia não registrou nenhum caso em humanos nos últimos 8 anos, mas como tem ocorrido em estados do Sudeste do país, há preocupação. “Nosso Lacen está pronto para dar uma resposta em tempo hábil ao diagnóstico do paciente e a tomada de medidas de controle epidemiológico no tempo adequado”, registra Pimentel.

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diagnóstico da febre amarela, PCR – Biologia Molecular

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