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Profissionais de defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica trabalham na identificação, a partir de amostras coletadas, de ameaças que coloquem em risco a população. Fotos: Felipe Barra

O planejamento de segurança e defesa dos Jogos Olímpicos Rio 2016 contará com um poderoso equipamento como aliado: o laboratório móvel de análises químicas e biológicas. O aparato consiste num container adaptado, capaz de ser transportado por vias marítima, terrestre e aérea. Nele, profissionais de defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (DefNBQR) conseguem trabalhar com presteza na identificação, a partir de amostras coletadas, de ameaças que coloquem em risco a população.

Estacionado no Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha, no Rio, o laboratório já foi utilizado nas cidades de Natal (RN) e Salvador (BA) durante vistorias nos estádios usados na Copa do Mundo de 2014. A ideia é de que a tecnologia seja empregada em grandes eventos sediados no Brasil.

O equipamento pesa 7 toneladas sem nenhuma equipagem e sobe para 8,5 toneladas munido de combustível e água. Dentro dele estão instalados estufas, mesas de apoio, pia e todo o necessário para o funcionamento de um laboratório. O local é refrigerado e abriga até três pessoas.

De acordo com o comandante do Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica da Marinha, capitão-de-mar-e-guerra Carlos Jorge de Andrade Chaib, a tecnologia pode ser empregada diretamente em áreas contaminadas. “Nosso laboratório móvel já vem com maleta de amostras”, afirmou.

O oficial anunciou que no segundo semestre deste ano será feito exercício em conjunto com o Exército voltado para coleta de amostras. O evento será sediado em Angra dos Reis, com foco em emergência nuclear. “Vai ser uma excelente oportunidade para as Forças Armadas interagirem”, afirmou o comandante. Ainda segundo Chaib, tanto Marinha quanto a Força Terrestre possuem interesse em aperfeiçoar o setor de amostragens.

 

Triagem médica e descontaminação

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O exercício de triagem médica teve o objetivo de mostrar como ocorre a classificação dos enfermos e atendimento em quatro níveis: leve (verde), grave (amarelo), gravíssimo (vermelho) e morte (preto)

Na quarta (25), integrantes do Sexto Curso Básico de Assistência e Proteção em Resposta a Emergências Químicas para Estados Partes da América Latina e Caribe presenciaram simulação de ataque com gás e primeiros socorros às vítimas. O exercício, chamado de triagem médica, teve o objetivo de mostrar como ocorre a classificação dos enfermos e atendimento em quatro níveis: leve (verde), grave (amarelo), gravíssimo (vermelho) e morte (preto).

“Num hospital montado em área controlada, não posso esquecer-me do óbito. Tenho que trabalhar com respeito a ele”, explicou o cabo enfermeiro da Marinha Raphael Gomes de Souza. Para ele, o mais difícil quando ocorre situação deste tipo é a chegada de recursos para os feridos e a equipe médica.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Honduras, general Jaime Omar Silva, contou que no seu país eles trabalham de maneira integrada. “Somos um organismo conjunto, com a mesma doutrina. Bombeiros, Forças Armadas e Polícia.”

O general Silva é o único representante da nação hondurenha na capacitação. Presente pela primeira vez no Brasil, elogiou a eficiência do grupo de pronta-resposta brasileiro. “Vamos ampliar a experiência de vocês para nosso povo”, finalizou.

Assim como o laboratório de análises, o setor de saúde de DefNBQR possui, também, mobilidade para ação. Foi mostrado ambulatório móvel equipado com talas, agulhas, soros, remédios e mantas térmicas.

Os participantes também assistiram à demonstração de situação de descontaminação de indivíduos e veículos com reagentes biodegradáveis. No pátio do Corpo de Fuzileiros Navais foi montado, ainda, tenda de descontaminação de pessoal.

 

Tags:

Jogos Olímpicos Rio 2016, laboratório móvel de análises químicas e biológicas

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