O Phase Change Material (PCM) – substância capaz de liberar frio ou calor de maneira regular – produzido no Brasil é livre de tetradecano, um composto químico tóxico que oferece riscos à saúde e ao meio ambiente

é importante estar atento ao utilizar PCMs importados pois existem várias marcas contendo o tetradecano em sua composição

O Grupo Polar, líder no mercado brasileiro de fabricação de elementos térmicos, é a responsável por desenvolver e fabricar os únicos phase change materials (PCMs) nacionais. O Super Cold (primeiro elemento refrigerante que alcança temperaturas de até -50ºC) e o Thermo Control (elemento refrigerante específico para transporte de carga seca) foram desenvolvidos para atender uma demanda do mercado interno. Para isso, o Grupo Polar realizou diversos estudos para que os insumos utilizados fossem totalmente atóxicos e assim pudessem garantir qualidade, segurança e baixo custo dos produtos.

O coordenador de P&D do Grupo Polar, Rodrigo Piva, explica que o PCM é uma substância capaz de liberar frio ou calor de maneira regular e é muito utilizado no transporte de produtos termossensíveis –  como medicamentos –  pois garante a estabilidade da temperatura interna da embalagem térmica. “Os PCMs ficam em contato direto com produtos que impactam diretamente a saúde do consumidor, sejam eles medicamentos ou alimentos, por isso tivemos todo o cuidado para desenvolver PCMs totalmente atóxicos. Tanto o Super Cold e o Thermo Control são livres de tetradecano, um composto químico tóxico que oferece riscos à saúde e ao meio ambiente em caso de vazamento”, afirma.

Piva explica que é importante estar atento ao utilizar PCMs importados pois existem várias marcas contendo o tetradecano em sua composição. “A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) alerta que o tetradecano é inflamável, provoca irritação na pele, sonolência ou vertigem e pode ser fatal se for ingerido e penetrar nas vias respiratórias, além de ser extremamente tóxico para os organismos aquáticos”, alerta.

Com base nessas informações, a própria Diretoria de Autorização e Registro Sanitários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que não é favorável a utilização do tetradecano no transporte de produtos sujeitos a vigilância sanitária.

Por isso, Piva explica que é importante estar atendo à Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) antes de expor seu produto a qualquer phase change material.

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elementos térmicos, Grupo Polar, phase change materials

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