Medicamentos anti-hipertensivos atualmente utilizados não foram especificamente desenvolvidos para pré-eclâmpsia

A docente do Instituto de Biociências da Unesp, campus Botucatu, prof. Dra. Valéria Sandrim, é uma das autoras do artigo Pharmacogenetics in the treatment of preeclampsia: current findings, challenges and Perspectives – Farmacogenética no tratamento da pré-eclâmpsia: resultados atuais, desafios e perspectivas. O estudo acaba de ser anunciado como a terceira publicação com maior número de downloads, no ano de 2017, dentro da revista Pharmacogenomics, um dos produtos da Future Science Group, renomada editora focada em pesquisa científica, biotecnológica e de inovação.

A pré-eclâmpsia é uma condição que pode evoluir para eclâmpsia, uma das principais causas de mortalidade de mães e seus respectivos fetos durante período gestacional. Entre as características da doença está o aumento da pressão sanguínea, disfunções renais e hepáticas. Porém, no universo científico, ainda não são certas as causas desta enfermidade.

“Revisamos a literatura sobre como o perfil genético pode influenciar na resposta de drogas anti-hipertensivas em gestantes com pré-eclâmpsia e como isso pode melhorar o prognóstico e severidade da doença”, argumenta Valéria, que contou com a colaboração do Prof. Marcelo Luizon, da Universidade Federal de Minas Gerais; Dra. Ana Palei, do Centro Médico da Universidade de Mississippi; e Dr. Ricardo Cavalli, da USP de Ribeirão Preto.

“Medicamentos anti-hipertensivos atualmente utilizados não foram especificamente desenvolvidos para pré-eclâmpsia. Abordagens farmacogenômicas podem beneficiar pacientes não responsivos, orientando o tratamento individualizado e/ou a identificação de novas drogas para o tratamento. Infelizmente, poucos esforços foram focados neste assunto até o momento, e a colaboração entre os grupos de pesquisa é necessário”, aponta trecho de conclusão do trabalho científico.

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farmacogenômica, pré-eclâmpsia

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