virusnosangue_freedigitalphotos

Estão disponíveis exames de sorologia para Oropouche por imunofluorescência indireta e diagnóstico molecular para a doença

No último mês, diversas fontes científicas fizeram alertas sobre o aumento de casos do vírus Oropouche (OROV) em áreas urbanas e grandes cidades do Brasil. Como pode ser transmitido pelo mosquito Culicoides paraensis (borrachudo ou maruim), há um potencial para sua disseminação em grandes centros urbanos. Inclusive, foi confirmado, recentemente, um caso da doença na Bahia e o vírus já foi encontrado também infectando símios em Minas Gerais.

Em um primeiro momento, os sintomas são os mesmos de uma arbovirose (dengue, chikungunya, zika, marayo e febre amarela): dor nas articulações e nos músculos, febre aguda com calafrios, náuseas e dor de cabeça muito forte, fotofobia, erupções cutâneas e leucopenia. “Alguns pacientes, porém, desenvolveram infecção no sistema nervoso central. O vírus também pode causar meningite e inflamação das meninges e do encéfalo em parte dos infectados”, esclarece a diretora técnica do laboratório Geraldo Lustosa, Luisane Vieira.

De acordo com a médica, a incubação do vírus teria duração de quatro a oito dias e a viremia (presença de vírus no sangue) é detectada em dois a quatro dias após o início dos sintomas. “A convalescência parece ser completa e sem sequelas, mesmo em casos mais graves. Parece ainda não ter havido casos fatais registrados. No entanto, é importante realizar exames para diferenciar o Oropouche das outras arboviroses”, ressalta.

O Oropouche é conhecido desde 1955, com distribuição na Amazônia (Brasil, Venezuela e Peru) e também no Panamá. Especialistas consideram que seria uma das arboviroses mais incidentes no Brasil, com mais de meio milhão de casos desde a década de 50, principalmente no Pará e no Amapá. Como quadro clínico é muito parecido com o da Dengue, somado à falta – até recentemente – de exames laboratoriais, a situação no país não é bem conhecida.

No laboratório Geraldo Lustosa, estão disponíveis exames de sorologia para Oropouche (pesquisa de anticorpos IgG e IgM) por imunofluorescência indireta e diagnóstico molecular para a doença (pesquisa qualitativa de RNA do Oropouche) pelo método RT-PCR Real Time.

Tags:

imunofluorescência indireta, RT-PCR Real Time, vírus Oropouche

Compartilhe: