A SBPC/ML reforça que o uso criterioso do exame para medir o PSA, junto a outros recursos como o exame de toque retal, representa a medida mais eficaz para diagnóstico precoce do câncer de próstata e adoção de tratamento adequado dos pacientes

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O PSA representa a mais bem-sucedida experiência de utilizar um marcador sorológico de neoplasia em escala mundial

No último dia 9 de maio, o US Preventive Services Task Force, grupo de cientistas e pesquisadores ligados ao governo dos Estados Unidos, voltou atrás de sua contraindicação do exame de dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico) para detectar o câncer de próstata. A nova recomendação do grupo orienta que os médicos informem a homens de 55 a 69 anos sobre os riscos do exame e que a decisão de fazê-lo ou não deve ser tomada de acordo com a particularidade de cada caso.

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) apoia a recomendação e reforça que o PSA é, junto ao exame de toque retal, indispensável para o rastreamento do câncer de próstata, doença que acomete um em cada seis homens acima de 50 anos. De acordo com o médico patologista clínico, professor da Escola Paulista de Medicina e ex-presidente da SBPC/ML, Adagmar Andriolo, a dosagem do PSA para todos não está isenta de acarretar falsos diagnósticos e excesso de tratamento cirúrgico. No entanto, Andriolo reforça que, “apesar de não ser um biomarcador ideal, o PSA representa a mais bem-sucedida experiência de utilizar um marcador sorológico de neoplasia em escala mundial”, afirma.

A tendência atual, de acordo com a entidade, é que se faça uma seleção mais rigorosa dos indivíduos que precisam ser testados, incluindo os que apresentam histórico familiar de câncer de próstata com evolução rápida e aqueles nos quais o ultrassom e a biópsia mostrem alterações significativas.

Tags:

Câncer de Próstata, dosagem de PSA, marcador sorológico

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